Rachado

copoSão milhões divididos. Há quem defenda a volta daqueles que são totalmente repudiados por outros. Há quem queira alguém de dentro, que saiba a real dimensão dos problemas existentes. Há, ainda, quem queira gente nova, um rosto não muito conhecido na política, disposto a inovar e modernizar.

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O que você faria?

de volta

Me peguei ouvindo a musica do subestimado Paulinho Moska um dia desses. Jovens, não digam que desconhecem o tema de uma das minisséries globais dos saudosos anos noventa. Som na caixa, DJ: http://www.youtube.com/watch?v=Zb4eqZqCZFo

Crianças, ao ouvir a musica, o macambúzio colunista pensou o que faria se restasse apenas um dia na vida do Vasco da Gama. Imagina se da noite paro o dia, o nosso clube desaparecesse?!

Marcaria uma pelada em São Januário? Tentaria levar para casa um pedaço da arquibancada? Sentaria com Eurico Miranda em um bar e tentaria entender de coração aberto que ele sempre quis o bem para o Vasco?

Não sei. Pode parecer loucura mas cada vez mais estamos diante do tal futebol moderno. Aquele dos números do ibope, pay per views da vida e comentaristas paulistas de TV, sendo considerados os melhores do país. Lembra quando o globo esporte do Rio não perdia tempo mostrando os gols do Corinthians? Lembra quando camisa do Chelsea (quem!?) não existia perambulando pelas ruas? Bom, os tempos são outros…

Ás vezes me pergunto onde foram parar os torcedores do Bangu e América. Vivem das histórias do passado? Acompanham a Copa Rio, no segundo semestre? Desaparecem como seus times na mídia, sem vestígio? Bangu e América jogaram o brasileiro de 86, não me esqueço disso.

A sensação e análise podem ser dramáticas (bem para o meu gosto, admito), porém o “não se falar” do Vasco me incomoda muito. Pior do que estar mal, é não ser notado. A passagem pela série B é um fantasma para os cruzmaltinos. Caçar notícias do Vasco nos grandes portais, por exemplo, está difícil.

Sabe quando noto o Vasco vivo? Quando o time viaja para centro oeste, norte e nordeste e os torcedores das regiões recepcionam a delegação com o carinho que, se eles não o merecem, a instituição sim. Nossa torcida é imensa, mesmo que não muito feliz ultimamente, continua sendo o maior patrimônio.

Tudo isso me faz lembrar da cena do “De volta para o futuro” (porra, esse você conhece) em que Marty Mcfly vai desaparecendo na foto de família. É meio essa sensação que passamos. Parece que o Vasco de outrora ficará presente apenas em nossas memórias. O Vasco é um dos maiores da América, não temos dúvidas disso. A questão é que não quero envelhecer falando de um passado longínquo, de que um dia nosso ataque foi formado por Edmundo, Bebeto e Dinamite (há 22 anos!!!!).

Por maior que seja gigante, sem ser competitivo, não há como obter grandes feitos no presente. E, claro, planejar um futuro promissor.

Que as eleições que se aproximam tragam um candidato que pense em como adaptar a estrutura de um clube centenário aos novos tempos. Que não fiquemos olhando para trás. Que a esperança não seja apenas usada para vender camisa. Que seja palpável como títulos e vitórias, dentro, e especialmente, fora do campo.

Nunca quis tanto ouvir um johny b good…a gente merece, vai, ao menos por um dia. E que este nunca seja o último.