Ainda é cedo?

marcinho_barraNa falta de notícias animadoras a tratar do time, vou contar aos parcos leitores que tiverem algum interesse o que eu achei do jogo contra o Barra Mansa.

Igual a todos os outros jogos que vi. Continuar lendo

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Impressões vascaínas e freudianas

IMG_4663Na noite em que o prefeito quase construiu uma arca para a cidade, o dilúvio esperado faltou, assim como o bom futebol em São Januário. Ao que tudo indica, passaremos boa parte do campeonato Ingressão-2015 realçando a postura tática, a disposição, a vontade e a garra dos jogadores sem nem tangenciar um mísero elogio por um jogo bom.

Isso porque, parece-me muito claro, as limitações técnicas e criativas do time são bastante sólidas.  Marcinho, a despeito de dois importantes gols até agora, não mostrou-se nada à vontade com a aura do camisa 10. Pouco chama o jogo para si, não tem o ímpeto de assumir a responsabilidade e, diante de defesas mais fechadas, não ousa aquele passe inusitado ou o drible que desarma. Bernardo, inclusive, parece mais camisa 10 que ele. Busca desafiar um pouco mais a lógica da partida, arrisca alguma novidade e, não à toa, vem sendo presenteado com gols. A notícia ruim é que na maioria das vezes ele erra. E exagera nas tentativas em situações onde a jogada simples funcionaria. Enfim, segue sendo o que sempre foi. Uma bela expectativa e uma realidade bem irregular.

Rafael Silva, coitado, já ocupa, com vantagens, o posto de mais odiado pela torcida. Seja por jogar fora de sua posição ou só por não ser bom o suficiente para ocupar esse papel, fato é que Thales chegará com a vaga de titular sem nenhum esforço. Montoya completa o ciclo dianteiro sem nem chegar perto daquele sonho que fez o Vasco brigar até na FIFA pela sua inscrição. Tem lampejos, mas some, erra e se esconde muito durante o jogo.

Na parte defensiva estamos melhor. O que não quer dizer muito melhor. Rodrigo e Luan formam uma dupla boa. Mas insistem demais em linhas de impedimento, são envolvidos pelo adversário com relativa facilidade e erram passes bobos que não podem. Os laterais são surpreendidos com bolas nas costas mais do que deveriam. E quando cruzam, Senhor! Precisam treinar bastante, e urgentemente, esse fundamento. A boa notícia é Serginho. Chegou sem pompas, questionado por esse que vos escreve e tantos outros, mas uma grata surpresa até aqui. Posiciona-se bem, cerca o adversário, não abusa das faltas e quando a recupera sabe olhar para onde enviá-la. Não bastasse tudo de bom que já apresentou, ainda tem o benefício de poder aposentar para sempre, quem sabe, o Sandro Silva. Na opinião modesta e ignorante deste intrometido aqui, a melhor contratação até agora.

Por fim, Martin Silva, quando exigido, está lá. Para nunca mais termos pesadelos com aqueles cujo nome não tenho coragem de repetir.

Para um campeonato feito pela FERJ, está bom. Resta ver como nos comportaremos diante dos grandes, ainda mais quando nosso mandatário gritas suas bravatas provocativas, trazendo mais ódio e antipatia para o nosso clube e aumentando a pressão para o time. Para o nível baixo disso que tentam chamar futebol aqui no Rio, estamos até bem. Pro futuro, não sei. E que dá saudade de um joguinho bem jogado, de um Vasco mais respeitado, ah isso dá.

Até porque se eu me contentasse só com disposição, raça, postura, vontade, gana e aplicação, eu desistia do futebol e ia ver UFC.

Amor que não para
Quinta à noite. Partida transferida para mais tarde. Semana de volta às aulas. Somente venda física de ingressos. O prefeito promete uma catástrofe climática. Um time fraco. Nenhum ídolo.

Com tudo isso contra, mais de 7.000 vascaínos dispuseram-se a ir a São Januário, com todas as suas intempéries de acesso, para gritar por esse time, cantar o seu amor e tentar empurrar essa camisa para o lugar de onde, desrespeitosamente, as duas últimas gestões (incluindo essa que se repete agora) nos tiraram. É um amor genuíno e exasperado, que suporta os desmandos que seguem pelo clube na esperança de que, um dia, quem sabe, o respeito saia das palavras inúteis e volte a habitar a Colina histórica.

Dimimuam o salto
Um dos poucos acertos da FERJ para o Ingressão-2015 é a volta das preliminares de juniores antes das partidas. É sempre bom ver a base jogando, além de ajudar a levar a torcida mais cedo para o estádio e desconcentrar a entrada no início do jogo.

No jogo de ontem, a impressão foi de que a garotada subiu um tantinho no salto. Depois da goleada sobre a Cabofriense, os meninos da Colina entraram ontem tentando muitas jogadas individuais, abusando dos passes de efeito e deixando o toque de bola e o jogo coletivo pra lá do segundo plano. Temos possíveis valores ali, mas é muito importante que eles não sejam incensados à condição de craques absolutos e que sejam instruídos a pensarem, sobretudo, no clube.

Freud Irônico  é o alter ego virtual do publicitário Raphael Santos.
Twitter: @freud_ironico

Burro que torce

orelhas-de-burro1Eu não sou especialista em táticas de futebol. Nunca estudei sobre formação de time, posicionamento de jogadores, esquemas de jogo ou que tais.

Eu não sou jornalista formado com pós-graduação em futebol. Não tenho mestrado na área esportiva. Não estudei educação física, nunca fui à Footecon, jamais assisti palestra de treinadores e nem fui convidado para ser comentarista de futebol em grandes empresas de comunicação.  Continuar lendo

Margem de evolução

O título do post é saído da boca de nosso treinador. Doriva está realmente animado. Nas entrevistas, tem falado de uma evolução e capacidade de melhorar que contagia. O zagueiro Luan ratificou isso após a derrota para o time da gávea na última quarta-feira. Pelo jeito, nosso técnico é bem quisto pelos jogadores. Adilson também era, né?

Fico feliz de Doriva ver as coisas assim, de uma forma positiva. Ele está sempre com um sorriso no rosto, já repararam? doriva1_raphaelzarko3Eu não consigo ter esse ânimo com esse elenco e nossas perspectivas futuras. Nunca quis tanto estar errado.

Digo isso porque não vejo qualquer forma desse time alcançar títulos e taças neste ano de 2015. Não temos peças de qualidade e estáveis para jornadas longas e cansativas como o Brasileiro.

Claro que a Super Series é um torneio preparatório mas já podemos tirar conclusões. Se os amigos quiserem se iludir com o carioquinha, vão em frente. Essas discussões de lado direito do Maraca e ganhar no sufoco da Cabofriense não me alegram. Desculpa.

“Ahh nós fomos roubados!” diria o aficionado cruzmaltino. É que o buraco é mais embaixo. Não temos volume de jogo. Nosso único gol em Manaus foi contra. Grandes espaços entre os setores e quem diria, Montoya está se saindo um grande marcador. Não esperava isso dele. Como não espero um equilíbrio de Bernardo, um faro de gol de Rafael Silva ou um pingo de consciência de Sandro Silva.  Aliás, esse merece um parêntese ou quem sabe um parágrafo mesmo.

Sandro Silva falhou em 2013. Muito. A gente ficava feliz com os “ovinhos” e “chapéus” inúteis no meio campo e pagamos o preço com os erros bisonhos e a incapacidade de marcar do rapaz. Porém, o rebaixamento não pode ser colocado na conta dele. Um pouco mais na do Nei haha. Sério, ele não foi o principal culpado. Aí em 2014, fica o ano todo treinando em separado. Sem vitrine. Sem nada. 2015, após um ano de reclusão, primeiro jogo e faz aquilo. Um passe letra por baixo das pernas. O último jogador. O que fazer com esse cara? Para mim, não dá. Pode fazer o gol do título do mundial porém, por mim, negocia logo que ainda estamos no inicio da temporada.

Outro que me deixou com péssima impressão é Cristiano. Nossa, que pesadelo. Aquela perna por cima da bola EM TODA MALDITA JOGADA. Além das falhas de posicionamento. Isso não é por causa do inicio da temporada. Isso são erros da base. Pode baixar o Têle no Doriva que não vai dar jeito treinando.

Isso que me assusta. Não temos jogadores de qualidade. São caras que não tem nome, rodados e que saíram do Olaria. Nosso camisa 10 é o Marcinho, rebaixado andando em campo com o Vitória.

Queria ser como Doriva. Que queime a língua. Para mim o que jogamos em Manaus nos dois jogos não vai ser muito diferente do que no ano todo. Se mantivermos esse elenco, disputaremos o rebaixamento com Figueirense, Avaí, Ponte Preta e Chapecoense.

Será mais um longo ano, amigos.

Promessas?

doriva

Faltando poucos dias para a estreia no Torneio de Manaus, Doriva aparentemente já tem sua base. Claro que não é algo 100% porque o elenco não está fechado. A confirmação da vinda do lateral Madson (Bahia) e o despacho de Marlon para o Pará (Vá com D’us) faz com que a preparação acabe sendo meio capenga.

O time titular que treinou na última sexta-feira, sem Guina que precisou viajar para Argentina em razão de problemas familiares, foi: Martin, Jean Patrick, Luan, Rodrigo e Christiano; Sandro Silva, Lucas e Bernardo; Montoya, Rafael Silva e Marcinho.

Nessa escalação tenho muita dificuldade de acreditar na estabilidade de Bernardo e na promessa Montoya. O primeiro, enfant terrible da Colina, desde 2013 está perdido pelos campos brasileiros. Santos e Palmeiras não sentem a menor saudade do rapaz. Problemático, precisa dar uma guinada em seu emocional de 180 graus para poder se tornar um jogador confiável e relevante. Sua titularidade indiscutível – em razão da pobreza do plantel vascaíno – demonstra a decadência do planejamento de 2014. Bernardo, jogando mais, era reserva em 2011.

Montoya é aquela incógnita que está mais para desfeita. Diferentemente de Rafael Silva, que não jogou partidas suficientes para ser decretado como pereba, o colombiano parece ter um pouco de talento porém sem conseguir executar jogadas produtivas. Me recordo um pouco de Conca em seu inicio no Vasco. Só o começo. O argentino evoluiu e conduziu o Vasco em sua melhor fase na era Eurico. Montoya não disse a que veio e infelizmente não passa qualquer credibilidade que um dia fará.

Me preocupa a ausência de cabeças pensantes no time. Por mais que Douglas, o tio do churrasco com uma rapidez de tartaruga, não seja um primor, era o nosso camisa 10, batedor de faltas, pênaltis além de conduzir o ritmo da partida. Montoya e Bernardo são corredores. Quem sabe Marcinho terá esse papel de experiência, quem sabe…

Doriva terá bastante trabalho. Incrivelmente, em termos de nomes, nosso elenco é mais fraco que 2014. Que os resultados no campo de 2015 sejam inversamente proporcionais às nossas derrotas no ano que se encerrou.

Aguardaremos as cenas dos próximos capítulos.