Conspirações e paranóias

paranoiaNo jogo do Vasco contra o Sport, escalaram um juiz da Federação catarinense para apitar a partida. Falei no Blog da Fuzarca que, com os quatro times de Santa Catarina lutando contra o rebaixamento como nós, a CBF poderia muito bem escolher um árbitro de outro estado.

Federação Catarinense essa que votou no Marco Polo Del Nero para a presidência da CBF. Não ficaria bem para o presidente eleito em 2014 ver uma federação que o apoia ter todos os clubes do seu estado que estão na elite caírem para Série B no mesmo ano, né?

E um dos times catarinenses que corre3 o risco de rebaixamento é o Figueirense. Os 20 clubes da Série A também participam da eleição para a presidência da CBF. 19 votaram em Del Nero. O Figueira foi o único que se absteve de votar.

Então o Figueirense não apoia Del Nero? Pelo contrário.

Em 2014, o time corria o risco que não jogar a Série A por conta de uma ação do Icasa, que tomaria a vaga do time catarinense. Se o Icasa ganhasse a disputa, o voto do Figueirense poderia anular a eleição. Ou seja: não votar em Del Nero foi um favor ao presidente da CBF feito pelo Figueira.

O Avaí, também de Santa Catarina, teve a seu favor uma penca de “erros” de arbitragem que lhe garantiram pontos preciosos jogando na Ressacada. Contra o Goiás, André Lima fez um gol dando uma bicuda no goleiro Renan. E o gol foi validado. Ontem, vimos a verdadeira lambança feita pelo juiz na partida contra o Vasco.

Repetindo: o Vasco, como todos nós sabemos, luta com todas as suas forças para evitar o rebaixamento. E, como igualmente todos sabem, os quatro times da Santa Catarina também estão na mesma luta para permanecer na Série A.

Update: e, vejam só, acabei esquecendo um pequeno detalhe …o vice-presidente da CBF é o Sr. Delfim Pádua Peixoto Filho. Por acaso – e apenas por acaso – o atual presidente da Federação Catarinense de Futebol. Mas, é claro, isso é apenas mais uma coincidência irrelevante.

A luta do Vasco se justifica não apenas porque seria mais uma vergonha na história do clube. Mas também porque o clube perderá muita grana caindo da Séria A para a Série B. Só quem se dá bem quando um time grande cai para a segundona são as empresas que lucram com a competição. Como por exemplo, a Sports Promotion (que cuida dos direitos de marketing da Série B) e o Grupo Águia (que agencia as viagens das equipes na competição). Coincidentemente, tanto o Sr. José Francisco Coelho Leal, dono da Sports Promotion, como o Sr. Wagner Abrahão (proprietário do Grupo Águia), são muito próximos do Del Nero.

Diante disso tudo, podemos deduzir que uma possível queda do Vasco atenderia aos interesses de quem não quer ver a federação catarinense ter seus quatro clubes rebaixados de uma só vez e também de quem ganharia muito dinheiro com um clube de massa na Série B. E quem estaria nas duas pontas dessa história? Vocês também podem deduzir.

De qualquer forma, tudo isso acima é só especulação, mais uma entre tantas teorias conspiratórias que só podem ter crédito para torcedores que, sofrendo com seu clube do coração, tendem a acreditar em ideias paranoicas. Ainda assim, seja tudo isso um monte de coincidências que não querem dizer nada, eu daria um conselho ao time do Vasco: quando entrarem em campo, joguem sempre para superar não apenas os 11 jogadores adversários, mas também os erros de arbitragem que possam vir a nos prejudicar.

***

Mas é decepcionante ver o Vasco ser volta e meia garfado justo quando temos uma diretoria que, segundo seus seguidores, “MANDA” ou pelo menos tem “MUITA INFLUÊNCIA” na CBF.

Foi só o Vasco iniciar sua reação no campeonato para sermos operados no Mineirão e na Ressacada e termos jogadores tomando ganchos pesados quando jogadores de outras equipes, mesmo reincidentes e com infrações mais graves, escapam com penas leves.

Cadê o respeito que tantos pregaram antes das eleições?

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O que nos move

torcida-do-Vasco

Em um dia como este 22.11.14, de nada adianta falar sobre o futuro do Vasco com o novo velho presidente Eurico Miranda, a possível escalação do time com os sofríveis Fabrício, Rafael Silva e Kléber nem dos discursos retrógados nas coletivas, revestidos de superstições e crendices, do meu, seu, nosso técnico Papai Joel.

Nada disso é importante. Ouso dizer que nem o placar. Sério.

Hoje é apenas sobre nós. Sim. Nós. A torcida.

Jogadores, técnicos e, esperamos (até) políticos passarão um dia pela o clube. Não são eternos

Já nosso sentimento… é. A gente carrega a cruz no peito. É diferente. Podem passar dias, meses e anos, qualquer a situação em que o time esteja, campeão, vice, rebaixado, quebrado… nós sempre seremos Vasco. Isso basta.

Basta porque só nós sabemos o que nos move. Não foram os gols de Carlos César que nos fizeram ser Vasco. E não serão os cruzamentos de Lorran que abalarão nossa fé.  São 60 mil presentes que representam muito mais que um time em uma partida de 2ª divisão. Desculpa Vasco mas amanhã quem vai sair na capa dos jornais somos nós. Nesse sábado, nós somos a instituição, o clube da zona norte, o time popular do Rio de Janeiro. Nós que felizmente somos “do contra”. Que não precisamos do apoio de terceiros nem a complacência de mal intencionados.

Que os gritos, os sorrisos e a festa sejam uma celebração. Não de um acesso para 1ª divisão e sim de que estamos vivos, de que somos únicos e especiais. Se você soubesse o quanto te amamos. O quanto sentimos por suas vitórias e seus percalços. Ser Vasco é uma identidade. E nós somos você.

Deixa com a gente. Confia. Nós iremos te mover.  E isso já é o suficiente. Por hoje e para sempre.