O Plano B não basta

planbO Vasco, nesse momento, está sem patrocinadores.

Do patrocínio da Viton 44, estavam previstos R$ 11 milhões para 2016.

Da Caixa, caso houvesse a renovação com a maior proposta feita pelo banco, seriam mais R$ 12, 5 milhões.

Somados, os patrocínios que se foram somariam R$ 33,5 milhões. O acordo com a CEF ainda pode pintar, já que a diretoria afirma que as negociações não foram encerradas. Mas vamos manter esse valor em mente, já cogitando o cenário mais pessimista possível.

Até agora, o “plano B” da diretoria parece ser o Gigante, o novo programa de sócios do clube. Pelas últimas informações a respeito das pré-inscrições no programa, pouco mais de 30 mil torcedores se interessaram em participar do programa.

Façamos as contas….

Arredondando a conta de novos sócios-torcedores para 40 mil, e crendo que todos eles tenham escolhido o plano mais caro (o que nem deve ser possível, já que as vagas para a categoria “Sempre ao Seu Lado – Social” são limitadas) e que nenhum deles incorra na inadimplência, bastariam pouco mais de cinco meses para conseguir essa grana.

Mas nem temos 40 mil interessados, uma minoria deve ter escolhido os planos mais caros, alguns desses interessados podem não confirmar a inscrição e certamente alguns deixarão de pagar o programa após algumas mensalidades.

Ou seja, a conta não deve bater com tanta facilidade.

E esse não é o único problema. Sem patrocínios, deixamos de utilizar ativos importantes para capitalizar o clube. E isso também desvaloriza a marca.

Por isso, o B desse plano B não é de “bastante”. A diretoria não pode contar apenas com o Gigante para arrumar uma grana. É preciso correr, literalmente, atrás de patrocinadores. Quanto maior o tempo que passarmos sem estampar uma marca em nosso uniforme, maior é o sinal que passamos ao mercado de que a marca Vasco da Gama não desperta o interesse. E com isso, as propostas que surgirem serão cada vez menores.

Antes que digam que estou sendo pessimista, procurem se lembrar do que aconteceu na primeira gestão do Dotô: ficamos mais de seis anos sem patrocinadores e quando eles apareceram foi para nos oferecer quantias irrisórias para o potencial do Clube.

Na situação em que o Vasco se encontra, não podemos correr o risco de ver histórias como as da MRV e da lojinha de esfihas se repetirem.

Anúncios

Aos vascaínos afortunados

giganteFalando um pouco sobre o Gigante, o programa de sócios lançado pelo Vasco.

Como muitos já perceberam, ele está mais para um programa de afinidade que para um de sócios. O próprio Marco Antônio Monteiro, VP de Marketing do clube, deixou isso claro:

A lógica do sócio-torcedor é que você tenha uma relação quase que comercial com o clube. Você entra, sai, volta.

Colocando dessa forma, falemos da situação como ela realmente se configura: quem aderir ao Gigante não será um SÓCIO do Vasco, será um sócio-torcedor. O sócio-torcedor, para o programa Gigante (e por conseguinte, para a diretoria), será como um consumidor, que terá o dever de pagar mensalidades e o direito de ganhar ingressos ou descontos na compra dos mesmos, ter prioridade na aquisição de entradas e participar de um clube de vantagens.

Problema algum nisso. Quanto mais torcedores aderirem ao programa melhor. Entra grana nos cofres e aumentamos o público em São Januário. No curto prazo, é excelente para o clube.

No curto prazo.

Mas para quem pensa no que é melhor para o Vasco no médio e longo prazo, já percebeu que o negócio é ser SÓCIO MESMO do clube. E para isso, é preciso ter um título. O SÓCIO, com um TÍTULO DE SÓCIO, pode participar efetivamente da vida do Vasco. Inclusive da vida política do clube.

O problema é que o título, agora, é bem salgado para o vascaíno médio: é preciso desembolsar R$ 1.500,00 mais 13 mensalidades de R$60,00. Para um clube verdadeiramente popular como o Vasco, isso é uma pequena fortuna. Então, essa coluna se dirige aos vascaínos fora da curva, os mais abonados, e que julgam o direito de escolher o presidente do Vasco é imprescindível.

A bola, agora, está com vocês.

O vascaíno que sabe que mais importante que ter descontos em ingressos e participar de clubes de vantagem é poder escolher um presidente que saiba gerir bem os recursos vindos de um programa de sócio-torcedor, se tiver condições de comprar um título do Vasco, deve fazer isso. Mesmo se considerarmos apenas os torcedores do Rio e Grande Rio – os que naturalmente terão maior facilidade de ir à São Januário votar nas próximas eleições – não é possível que não existam, em uma torcida enorme como a nossa, quatro ou cinco mil com condições financeiras de arcar com esse compromisso. São vocês, vascaínos conscientes e mais afortunados, que podem decidir os rumos da instituição com seu voto.

Não estou dizendo para os torcedores evitarem o Gigante. Os que não puderem desembolsar os R$1.500 mas que tenham condições de fazer parte de algum dos planos do programa de sócio-torcedor, devem se cadastrar. Sua ajuda, nesse momento, será importantíssima. Mas pensando num futuro realmente melhor para o Vasco, é imprescindível uma renovação do colégio eleitoral do clube. E se a atual diretoria tornou o direito de votar para presidente um privilégio para poucos, que esses poucos façam a sua parte da melhor forma possível.

Desabafo em branco e preto

vasco_paulosergio_lancepress

Que as últimas duas gestões do Vasco tenham feito de tudo, cada uma a seu modo, para apequenar o clube, disso não cabe mais discussão. Há, por óbvio, os incautos que ainda insistem em querer defender esse ou aquele dirigente. Vá saber se por inocência (difícil) ou má caratismo (provável). São, de todo modo, impróprios a uma análise séria. Afinal, quem é torcedor cruzmaltino de verdade, desses que não se deixam levar por um troféu ou coisa que o valha, sabe, sem pestanejar, o mal que Eurico Miranda e Roberto Dinamite fizeram ao clube na última década e meia.  Continuar lendo

Que Vasco você quer?

Vasco 3x1 Manchester United - 2000

Recentemente, Julio Brant, postulante à presidência do Vasco declarou, em entrevista, que seu objetivo para o clube é resgatar a grandeza da instituição. “Eu quero o Vasco campeão mundial todo ano. Eu quero que o Vasco esculache o Bayern. É possível”, disse o candidato.

Enquanto escutava o programa, pensei com minha Cruz de Malta ao peito: “Ora, pois. É o que quer todo vascaíno.” Mas, lendo comentários em redes sociais e manifestações acerca da declaração, sobreveio-me a pergunta: é mesmo? Continuar lendo