Já diz o ditado…

lucasA luta pela moralidade no futebol carioca está na moda! É uma luta justíssima, pena que só entre em pauta quando alguns times se sintam prejudicados, como bem assinalou o Freud Irônico em sua última coluna aqui no Vasco Expresso. Ontem tivemos um belo exemplo com o discurso do Fred, um rapaz que costuma se tornar um boquirroto sempre que algo o desagrada.

Seu desabafo após a injusta expulsão no clássico entre Fluzim e a mulambada foi uma reação natural para alguém de cabeça quente. Mas sua declaração na saída da Arena, quando já deveria estar mais calmo, foi de uma infelicidade fora do normal. Reclamar dos erros de arbitragem de jogos dos quais ele fez parte é aceitável. Falar de um jogo alheio, do qual não fez parte ou sequer assistiu é apenas leviandade, como eu disse, coisa de gente boquirrota.

Frederico se achou no direito de colocar sob suspeita os pênaltis a favor do Vasco – dois deles claríssimos e um muito mais claro que o sofrido pelo próprio atacante tricolete na Copa do Mundo, contra a Croácia – no jogo contra o Friburguense, mas convenientemente não citou o gol irregular do Frizão, que marcou seu quarto gol em um lance com impedimento flagrante. O camisa 9 do laranjal achou por bem não citar que o jogo poderia terminar empatado caso esse gol não fosse validado.

(Parêntese: vale lembrar que com os resultados de ontem, a probabilidade de haver um novo Fla x Flu nas semifinais é enorme. E obviamente não agrada a ninguém da imprensa ou aos times envolvidos ver a final desejada por todos ser antecipada. Fecha parênteses)

É curioso ver o clamor pelo fim do carioca, com o apoio incondicional de toda a imprensa, após uma expulsão na primeira fase da competição e não ter visto nada semelhante no Estadual do ano passado, quando o Vasco – e é bom lembrar, sem qualquer apoio da FERJ à época, muito pelo contrário – foi descaradamente garfado não apenas na primeira fase, como também na final do campeonato. Mas agora, como quem sofreu com as arbitrariedades da Federação foram o técnico de um dos queridinhos da mídia e o atacante do outro, tudo o que acontece é um absurdo.

E para coroar a desfaçatez dos protestos nesse Estadual, ainda se acham no direito de citar o Vasco, numa clara insinuação de que os favorecidos somos nós. Mas é fácil bater no Vasco hoje, já que é consenso geral de que o eleito “maior vilão do futebol carioca” pela mídia é presidente do Clube. A proximidade do Eurico com o Rubinho é um prato cheio para a imprensa esportiva do Rio: já seriamos alvo de suspeitas mesmo que a amizade entre ambos não existisse. E ela existindo, têm-se a desculpa ideal para detonar o Vasco como bem entenderem. Mesmo que nós soframos tanto quanto todos com as arbitragens.

Mas é aquilo: é FATO que o futebol carioca precisa de mudanças urgentes e que elas nunca acontecerão enquanto a FERJ continuar com o nível de comando que tem há décadas. E quem se junta com o errado, está sujeito às mesmas críticas. Se há uma proximidade entre o Vasco e a Federação e nossa diretoria apóia e referenda todas as suas atitudes, somos parte do problema.

É como diz o ditado: “diga-me com quem andas…

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