Esperança e perigo

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Diante de tanto negativismo, um elogio: em pouquíssimo tempo, Doriva deu um padrão de jogo ao Vasco. Na Série B, Adílson Batista e Joel Santana tiveram 19 rodadas cada um, mas ficaram longe de dar uma cara ao time.

Contra Flamengo, São Paulo e Cabofriense vimos um Vasco compacto. Os dois pontas voltam para marcar, os dois laterais avançam à linha de fundo e os volantes atuam com pegada e passes curtos. Na frente, jogadores rápidos e muita movimentação.

Está funcionando. É cedo, mas a impressão inicial do trabalho de Doriva é muito positiva. Méritos também para quem apostou no treinador. Existe, no entanto, um perigo: o baixo nível do campeonato estadual faz Carlos Albertos ressurgirem aos montes. Geralmente, funciona até o nível da competição disputada aumentar.

Bernardo, Montoya e Marcinho estão longe de serem unanimidade para a torcida. A possibilidade de marcarem gols com frequência no Campeonato Carioca é grande. O torcedor vai se empolgar, mas Doriva precisará ter a percepção de quem realmente estará pronto para figurar no time (e no elenco) para o restante da temporada.

Nem o mais otimista vascaíno imagina o Vasco fazendo frente aos rivais nacionais que estão, consideravelmente, com elencos mais fortes do que o nosso. No entanto, torço para que possamos ter, ao menos, uma temporada digna. Sem preocupações com rebaixamentos e contas no final do Brasileirão. Sem vexames na Copa do Brasil. Para isso, espero que Doriva siga nos impressionando positivamente. O elenco e as nossas pretensões ainda estão muito abaixo do que o Vasco merece, mas fugir de um ano trágico com Eurico na presidência será um alívio.

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2015

​Entra ano, sai ano, e o discurso no Vasco é quase sempre o mesmo: renovação. É cada vez mais raro precisarmos de contratações pontuais, como foi no ano seguinte do fortíssimo Trem-Bala. O problema é que, em São Januário, não se muda a forma de pensar.
O Vasco, tetracampeão brasileiro e campeão da Libertadores, virou vitrine de grandes clubes do Brasil. Virou centro de reabilitação de jogadores que já foram consagrados um dia. Virou um clube que aposta em jogadores desconhecidos em massa, na esperança de que alguém dê certo. Virou uma sequencia de tiros no escuro que, claro, muito raramente dão certo.

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