Fuga

balanceFazendo um resumo da resenha que escrevi para o Blog da Fuzarca sobre a derrota para a mulambada, o que pudemos ver foi:

  • Que, na prática, o resultado não muda praticamente nada para nós em termos de classificação;
  • Que fizemos um jogo parelho e que sem nossos erros individuais poderíamos ter ganhado;
  • Que praticamente não há diferença entre as duas equipes e temos totais condições de vencê-los caso tenhamos confrontos decisivos.

Mas também ficou claro um problema muito sério da nossa equipe: não temos opções no banco que possam mudar os rumos de uma partida ou mesmo que mantenham o nível dos titulares. Que, diga-se de passagem, nem são tão bons assim para assegurar a titularidade.

Tirando as falhas de Martín Silva e Guiñazu, talvez essa tenha sido o que fez a diferença para o Framengo. Os mulambos apresentam um conjunto melhor porque mantiveram sua base do ano passado, incluindo aí seu treinador, e trouxeram reforços – na real acepção da palavra – pontuais. Enquanto isso, nós promovemos uma caça às bruxas no elenco e trouxemos jogadores como o Christianno, que se não consegue ser melhor que um Diego Renan, não pode nunca ser chamado de reforço.

Enquanto nós temos alguns titulares que só sustentam essa condição por falta total de opção, eles têm Marcelo Cirino como titular e reservas como Paulinho e Everton. E o que pudemos fazer durante o jogo? Dagoberto precisou ser substituído e entrou o Bernardo, um jogador que só consegue ser aceito no Vasco. Saiu Jhon Cley e entrou Yago, que até agora só conseguiu mostrar raros lampejos. Sai o Serginho e entra o Thalles, que até pode ter potencial, mas que também vive da lembrança de algumas boas partidas na Série B e da sua condição de jogador de seleção de base. Tais alterações do Doriva não poderiam nunca resolver o principal problema do time, que é a praticamente inexistente criatividade no meio. Tanto foi que, mais uma vez, só conseguimos marcar um gol em lance de bola parada.

A dura realidade é que a derrota para o mediano time mulambo serviu para mostrar quão ilusória era a nossa liderança. Era o que eu dizia há algum tempo: estarmos no topo da tabela era muito mais uma amostra do baixo nível do Estadual do que uma prova da qualidade da nossa equipe. A verdade é que, mesmo com a invencibilidade de dez jogos e a liderança por algumas rodadas, esse time do Vasco não fez mais que duas boas partidas em todo campeonato. E, por mais que não se queira admitir, ainda não conseguiu fazer uma partida no nível das melhores atuações do detestável time do ano passado.

Os entusiastas da atual diretoria, que andavam saltitando de alegria diante da eficientíssima política de contratações desse ano, que em tempo recorde montou um time “líder e invicto”, deveriam tomar a derrota de ontem como um choque de realidade. Mas não acredito que isso aconteça. Ainda temos o que melhores e podemos até ser campeões? Claro que sim, até porque nenhum dos concorrentes está com essa bola toda. Mas achar que o elenco montado foi o melhor possível, que temos um bom grupo e que a diretoria merece aplausos e elogios pelo trabalho feito é mais que exagero. É fuga da realidade.

Questões sem respostas

vasco_questoesHoje é dia de enfrentar o Boa Esporte. QUEM?! B-o-a-e-s-p-o-r-t-e. Um time mineiro cujo maior feito histórico talvez tenha sido emprestar o Fracismar para o Vasco. Continuar lendo