Desculpas novas para velhos erros

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De malas prontas para as Olimpíadas, Luan deve deixar muita preocupação na torcida com a zaga Cruzmaltina. Foto: Site oficial do Vasco.

A média de idade do time é alta.

O calendário promove muitos jogos sem intervalo adequado de recuperação dos atletas.

Há viagens para locais distantes que provocam desgastes no elenco.

A série B começou imediatamente após o Estadual.

É difícil motivar jogadores rodados diante de adversários frágeis e públicos pequenos.Pegue as frases acima. Misture-as na ordem que quiser e, entre aspas, coloque o texto resultado na boca de quaisquer jogadores ou integrantes da comissão técnica do Vasco e – zás! – você já tem uma entrevista pronta para qualquer jogo das últimas partidas infelizes que o time tem realizado no brasileirinho.

São mentiras? Certo que não.

São tão verdadeiras quanto o fato de que todas elas já eram (ou deveriam ser) conhecidas pela diretoria e comissão técnica desde o início do ano.

Ora, se caímos para a segunda divisão em 06 de dezembro do ano passado, se de lá para cá não mudamos significativamente o elenco, se o calendário da FERJ e da CBF foram divulgados no início do ano, se a natureza humana impede que os jogadores rejuvenesçam, nós nos deparamos com duas opções levemente preocupantes.

Ou a gestão do clube foi completamente alheia a fatores que já estavam pré-estabelecidos desde o fim de 2015 e só agora dá-se conta do óbvio que gritava aos olhos de todos.

Ou o gerenciamento, laureado e alardeado pelas suas capacidades e competências, não está frutificando conforme o esperado.

É perturbador verificar que um Centro de Inteligência, criado para monitorar jogadores e observar atletas de potencial a custo baixo, frente ao iminente risco da saída de Riascos, artilheiro da equipe na temporada, só tenha chegado a dois nomes díspares e quase que antagônicos: o caro e questionável Leandro Damião ou o velho e controverso Gilberto.

D’outro lado, o enunciado CAPRRES, que recebeu atletas renomados de diversas atividades esportivas, com sua tecnologia da NASA e os conhecimentos ímpares, únicos e singulares do convocado para a seleção olímpica Alex Evangelista não tem parecido conseguir recuperar os pilares exauridos deste time, como Nenê, Andrezinho, Rodrigo, Julio Cesar e Eder Luis, por exemplo.

É óbvio que o elenco limitado, desgastado pela idade, numa competição de baixo nível técnico, contra adversários menores e mais descansados, em rincões longínquos desses país continental cairia de rendimento em alguma hora.

Não há novidade nenhuma no que está acontecendo. Nem mesmo na inércia de uma diretoria que usa a falta de verbas para justificar a ausência de contratações, mas promete um basquete forte que serve de cortina de fumaça para o fechamento da equipe Máster de Remo, um dos mais históricos esportes do clube, de forma abrupta e sem explicação.

O óbvio não se sujeita à discussão, mas deixa questões pertinentes e com urgência de serem respondidas.

Afinal, há dinheiro para contratações como Damião? Se havia, por que não foram feitas antes? Essas contratações estão sendo aventadas como resposta às demandas momentâneas ou seguem algum planejamento pensando no retorno à primeira divisão e consequente permanência do time, disputando posições no cume da tabela?

Por que em um ano de duas competições de nível aquém das principais (Estadual e série B) a base é tão pouco utilizada, sem uma sequência lógica e pré-planejada de testes? Se os atletas provenientes das categorias mais jovens não puderem ser analisados em jogos contra o Volta Redonda, contra o Londrina, contra o Tupi, o serão em partidas de alta pressão contra times da primeira divisão?

A probabilidade de Luan na seleção olímpica é prévia à terceira queda para a segunda divisão. Considerando a idade de Rodrigo e seus históricos de cartões e ante seus reservas imediatos, não se pensou em contratar um outro zagueiro? A manutenção do Aislan é baseada em critérios técnicos? A subida do jovem zagueiro da base cruzmaltina já havia sido considerada anteriormente ou foi resposta imediata ao combo convocação de Luan + lesão de Jomar?

Chegou a hora de mudar o disco e parar de reproduzir aquilo que já cansamos de ouvir. O momento é de encarar os erros velhos e buscar novas soluções. Ou, pelo menos, oferecer desculpas originais para que as coletivas em São Januário percam o tom de lamentações pela descoberta do que todo mundo já sabia.

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Um pensamento sobre “Desculpas novas para velhos erros

  1. Saudações Sou do VASCAINO.NET Eu queria que vocês desvendassem numa matéria, o maior mistério da humanidade Vascaína. Como um jogador como o Aislan chega ao time principal do Vasco? Entre outros, mas ele é o mais recente caso. Concordo que a gente vaiava o Riascos e hoje sente falta, mas o Vasco empatava no caso dele, a zaga ia bem, agora errar na zaga, leva gol. Valleu

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