A hora de ser invicto

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O técnico Jorginho já pediu calma e concentração à equipe – Foto: Site Oficial do Vasco

Há exatamente um ano, Gilberto e Rafael Silva saciavam as redes do Maracanã com gols que sacramentaram o fim do incômodo jejum regional vascaíno para devolver à General Almério de Moura o troféu do Carioca. 

Curiosamente, 365 dias depois, temos novamente no Botafogo o adversário interposto entre o Gigante da Colina e a taça estadual.

De lá para cá, mudanças não faltaram pelas bandas de São Januário. Os artilheiros daquela decisão hoje correm em outros gramados. O novato Doriva, que inscreveu-se na história do futebol como único treinador a levar os canecos paulista (Ituano em 2014) e carioca (Vasco em 2015) de maneira consecutiva, deu lugar a Jorginho, com um triste interstício de Celso Roth que nos levou a mudança mais drástica de todas, a de Série nacional.

Paradoxalmente, dentro das quatro linhas, a transformação foi para melhor. Nenê e Andrézinho deram um toque de classe e experiência ao nosso meio campo jamais alcançadas por Marcinho, Dagoberto e Bernardo. Na lateral esquerda, sem esbanjar brilhantismo, Julio Cesar cessou com os pré-infartos causados pela aberração Christianno e, para surpresa de todos, no ataque Riascos conseguiu manter acesa a estrela de Rafael Silva com gols importantes na temporada.

Tudo isso indica um caminho mais tranquilo para o bi? Definitivamente não. A magra vitória deixou a decisão completamente em aberto e o milagre operado por Martin Silva aos 45 do segundo tempo deve servir como alerta de que do lado de lá iremos encontrar uma equipe cirurgicamente montada por um cara que já mostrou o seu valor no comando vascaíno.

O volume de jogo do alvinegro no primeiro jogo deve ser levado em conta e qualquer declínio de concentração pode ser fatal. A comissão técnica, escolada em decisões sobre a grama, já percebeu isso e tratou de dar o corte, reforçando a importância do foco e da concentração. Se é fato que o estadual é uma conquista que, pragmaticamente, não leva a nada, é inegável que pode injetar um ânimo adicional e necessário para o compromisso mais importante do clube nesta temporada.

Desde sua última derrota, no longínquo novembro passado, o Vasco apresenta um jogo muito seguro, consciente, que tem sua força na aplicação tática extremamente disciplinada, na dedicação suprema dos atletas e na leitura inteligente da partida para saber os momentos precisos de arriscar e aniquilar os rivais. Foi dessa forma que essa equipe conseguiu atingir uma invencibilidade que, agora, mais do que meritória é necessária.

Se até então, estar invicto era um diferencial, no domingo, assumir-se como tal é o arremate capital para conferir ainda mais solidez a esse grupo na árida missão de retomar, com serenidade e firmeza, o devido lugar que cabe à Cruz de Malta.

Segurar a ansiedade, evitar a soberba e redobrar a atenção é o caminho mais seguro de assegurar que o troféu escolherá o lado certo do Maracanã.

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