Nós merecemos

 

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Foto: Site oficial do Vasco – Paulo Fernandes.

Que o Botafogo de Ricardo Gomes teria mais volume de jogo já era esperado. Conhecemos bem o treinador. Não é por acaso que cabe a ele o papel de comandante do último título relevante que chegou à Colina, após a inolvidável batalha do Couto Pereira em 2011. E por isso ele recebe tanto carinho e respeito dos cruzmaltinos.

Mas hoje, quem estamos aprendendo a respeitar e querer bem é a Jorginho, secundado de maneira consistente pelo inseparável Zinho. Fruto da revolução que a dupla fez no futebol vascaíno desde a nefasta era dos intermináveis 13 pontos, comandada por aquele-de-quem-nã0-dizemos-nem-o-nome.

Aliado à experiência dos jogadores que chegaram, Jorginho imprimiu ao Vasco um método de jogo que resgata, peleja a peleja, a grandiosidade do time cruzmaltino. Não é fácil vencer um grupo que se posta com tranquilidade diante do adversário quando este tem a bola e que tem paciência e frieza para agir de maneira letal quando a oportunidade se apresenta.

A bola pode passar até mais tempo aos pés dos oponentes, sem que isso, necessariamente, se traduza em superioridade alheia. E quando ela resolve se aproximar da meta vascaína, é aí que o gigantismo da Colina encarna-se sob o uniforme de goleiro e Martin Silva aparece colossal ante o atacante, reafirmando que a dimensão desta equipe sempre pode ser maior do que pareceu até então.

Do outro lado, no ataque, o valor da experiência se expressa nos momentos mais decisivos. É quando quem tem recursos, mesmo frente a uma marcação insistente, tem o equilíbrio de aguardar o momento certeiro, o instante preciso para, em um lance ímpar, atingir o inesperado de forçar o equívoco do maior goleiro brasileiro em atividade hoje.

Da visão do torcedor, é nosso papel se descabelar questionando Julio dos Santos, xingando Marcelo Mattos, cobrando Madson para, em um milésio, explodir com o gol do tal Jorge Henrique a quem criticávamos com a mesma ênfase que nos faz pular ensandecidos.

A quem está lá dentro, cabe a tranquilidade daqueles que compreenderam o tamanho do Vasco e honram essa camisa com muita entrega, vontade e maturidade.

Nada está decidido. Quem viveu a maior virada da história intergaláctica do futebol em 2000 é escolado nisso. Jorginho estava lá e sabe bem disso. Mas o Vasco de hoje pavimentou de maneira bem feita o caminho que pode levar a taça estadual para a sala de troféus mais lotada do Rio de Janeiro.

Se seguir à risca a receita que o trouxe a São Januário, baseada na humildade, na seriedade e no labor, o treinador pode entrar na seleta lista de ex-atletas que foram campeões pela Cruz de Malta  nas lutas da grama e no comando do banco.

Quem pegou esse time destroçado e se propôs a reunir os cacos de outrora ao lado de uma torcida que jamais o abandonou merece, mais do que ninguém,  sorver o sabor de reerguê-lo, na metáfora de um troféu, no próximo domingo.

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