A importância da Guanabara

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Entre os grandes do Rio, o Vasco é o time que há mais tempo está sem conquistar a Taça Guanabara. Ainda que não possa ser considerado um título (até porque não é mesmo), não fica bonito para o primeiro clube a levantar o troféu da competição passar 13 anos sem repetir tal gesto. Pior ainda se lembrarmos que, entre 2003 – quando fomos campeões pela última vez – e 2015 alguns clubes de menor tradição como o Volta Redonda (2005) e o Fluminense (2012) conseguiram lograr tal feito.

Mas nem é pelo longo jejum ou pela possibilidade de termos mais uma entre as infindáveis taças que ornamentarão nossa sala de troféus que falo sobre o simpático campeonato placebo. Essas vantagens até se tornam menores diante de outras que a conquista da Guanabara esse ano nos proporcionaria. Como o importante mesmo é alcançar o bicampeonato estadual, precisamos nos concentrar no que há de prático em terminarmos na primeira colocação nessa fase da competição.

A primeira delas é a vantagem de mando de campo na semifinal. Em um ano no qual os maiores estádios do Rio estão fechados para a prática do esporte bretão – mas não para shows de bandas conterrâneas do futebol – essa é uma prerrogativa que se torna importante. Se terminarmos na terceira ou na quarta colocação na Taça Guanabara, não poderemos escolher onde jogaremos a semifinal e isso significa a possibilidade de acabarmos em Volta Redonda, Espirito Santo, Brasília ou até mesmo em São Paulo. Se mantivermos a liderança que temos hoje até a oitava rodada desse turno, teremos São Januário como palco da semifinal.

A segunda vantagem, e na minha opinião a mais importante, é que sendo campeões da Guanabara teremos o benefício de jogar por um empate na semifinal, o que pode fazer uma diferença enorme numa disputa em jogo único. E se considerarmos que estaremos no nosso caldeirão, nosso caminho para a final do campeonato será bem facilitado, mesmo que tenhamos um clássico na semi.

Os mais atentos devem perceber que, já que a vantagem do empate não existirá nas finais e como o segundo colocado da Taça Guanabara também escolherá onde joga na semifinal, não somos obrigados a vencer o turno. Bom, realmente poderemos ter as mesmas vantagens se não levarmos a Guanabara. Mas duvido que exista sequer um vascaíno que não prefira acabar com mais de uma década de tabu e ainda por cima se livrar de um vice.

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7 pensamentos sobre “A importância da Guanabara

  1. Ri alto na parte dos pequenos Volta e flor, Volta redonda ao menos é mais ético que um certo time de advogados, mas uma dúvida, o primeiro colocado, faz o segundo jogo da possivel final em casa ou será sorteado?

      • JC, bom dia. Acho que o regulamento preve a escolha do mando de campo para as finais. Tá confuso porque o parágrafo no regulamento esta colocado no item das semifinais.

      • Não é isso. Como as semifinais serão em jogo único, o 1º e 2º colocados na Taça Guanabara têm a vantagem do mando de campo. Na final não é previsto isso pq será em dois jogos, portanto, cada finalista deve ter um dos mandos.

        Eis o que diz o regulamento para as semifinais:

        fase semifinal será disputada pelos 4 primeiros colocados do grupo C, distribuídos em dois grupos (E e F), em uma única partida dentro do grupo

        GRUPO E
        1º colocado de C x 4º colocado de C
        GRUPO F
        2º colocado de C x 3º colocado de C

        § 1º – Dentre as associações classificadas para a fase final terá direito a escolha o mando de campo da primeira ou da segunda partida, a associação de melhor classificação no grupo C;

        § 2º – As associações classificadas, respectivamente, em primeiro e segundo lugar no grupo C jogarão a semifinal com a vantagem do empate.

        Essa primeira ou segunda partida diz respeito às duas partidas da semifinal (grupos E e F). Não trata da final, quando haverá dois jogos entre as mesmas equipes.

        Sobre a final, o regulamento simplesmente não cita mando de campo:

        Art. 9º – A fase final (Grupo G) será disputada em duas partidas (ida e volta), jogadas pelas associações vencedoras dos grupos E e F.

        GRUPO G
        Vencedora de E x Vencedora de F

        Parágrafo único: Ao término da segunda partida da fase final, havendo empate em pontos ganhos nesta fase o desempate dar-se-á pelo saldo de gols obtido nas duas partidas. Persistindo o empate a decisão dar-se-á pela cobrança de tiros livres diretos da marca do penalty, na forma prevista pela FIFA para as competições internacionais.

        Art. 10º – Será declarada Campeã Estadual de Profissionais a associação vencedora do grupo G.“.

  2. Olá JC, bom dia
    Rapaz, que implicância você está com o Espírito Santo, sabia que aqui, “proporcionalmente falando é claro” tem mais Vascaínos que no RJ, sabia Cariacica tem mais Vascaínos que Mulambos, pois é fique sabendo, logo vocês cariocas que gostam de dizer que o Espírito Santo é o bairro que fica mais longe do Rio de Janeiro.

    SV

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