Tudo isso quer dizer nada

 

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São oito jogos. Seis vitórias e dois empates. Um aproveitamento superior aos 80%. 18 gols marcados, dos quais seis deles feitos por Riascos. Uma vitória e um empate em clássicos. Uma campanha, sem dúvida, deveras interessante.

E o que ela quer dizer?

Nada.

Patavina. Zero. Coisa alguma.

É claro que há os clichês.

“Melhor ganhar do que perder.”

“O time está se impondo.”

“Mantivemos nossa superioridade sobre o rival.”

Balela.

Há anos, o campeonato estadual fluminense deixou de ser capaz de balizar qualquer opinião sensata sobre o clube. O valor de uma vitória em jogo oficial contra o Tigres é o mesmo que um triunfo em jogo treino contra o Bangu.

Não é de hoje que eu repito o preceito de que perder no Carioca pode dizer muito. Mas vencer, não significa nada.

Respeito quem discorda. Mas o ano de 2015 e os aterrorizantes 13 pontos que nos decretaram a série B nacional com um turno de antecedência estão aí para, ao menos, dar algum endosso à minha tese.

Nesse ano, ainda há o agravante de um torneio com mais jogos desnecessários que o habitual. Foi praticamente uma fase inteira cuja serventia foi para o mais absoluto nada. Seguimos para uma outra fase em que todas as oito rodadas que se completarão neste fim de semana serão ensacadas, amarradas e depositadas no lixo do esquecimento.

Aí repetiremos vários jogos sem valor algum para, nos clássicos, encontrarmos alguma motivação para torcer e, a partir daí, tecermos críticas passionais, como se um jogo pudesse ser emblemático para definir, per si, todo o restante da temporada.

Riascos é artilheiro? Julio Cesar vem bem? Marcelo Mattos parece melhor do que pensávamos? Thales vingou?

Esqueça todas essas perguntas. O campeonato Carioca não tem condição alguma de respondê-las com precisão.

As questões do Vasco começam, a valer, a partir do dia 14 de maio, quando inicia-se a temporada 2016 da segunda divisão nacional e espera-se que o Vasco, pela manutenção de um elenco que terminou o ano anterior com aproveitamento de parte de cima da tabela de série A, demonstre-se superior, e em muito, aos seus adversários.

Até lá, salvo alguma hecatombe improvável, haja o que houver, o time deve seguir nesses treinos travestidos de jogos e as preocupações devem recair sobre aquilo que segue tão obscuro quantos antes: o que será do patrocínio da Caixa ou, pior, sem ele? Há previsão de alguma substituição à Viton 44? Sobre sócios, já estão regularizados aqueles que não conseguiam efetuar pagamentos do programa antigo? Qual a independência do clube para negociar com outra TV fechada que não a das organizações Globo? Sobre o Maracanã, que deve ser devolvido pela concessionária, qual é a posição oficial do Vasco?

Todas essas perguntas detem caráter mais decisivo e pertinente ao futuro do Gigante da Colina que as pelejas contra frágeis Bonsucessos e Boavistas da vida.

A taça estadual, ainda que bem-vinda, pode não modificar nada.

A resposta a essas questões seguramente irão definir tudo.

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2 pensamentos sobre “Tudo isso quer dizer nada

  1. Sinceramente o vasco e um time mediano para fraco não espero uma serie B facil…. e a julgar que todos os times jogarão cotra nos como se foce uma final quero ver como esse time de velhinhos se comporta, podem fala o que quiser mas continuo com esse pensamento para min riascos e mediano… mas dos nossos atacantes e o melhor…

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