Dava pra ser diferente?

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Jorginho e Zinho, raro acerto de uma gestão catastrófica – Foto: Paulo Fernandes – site oficial do Vasco

Você consegue imaginar qual seria o placar de uma partida entre este Corinthians e o modesto carioca Tigres? Qual seria a diferença de gols entre o campeão brasileiro de 2015 e o Friburguense na sua opinião, caro leitor?

Parece óbvio que as hipotéticas partidas seriam como treinos sonolentos e, salvo um ou outro lunático (eles sempre aparecem), é natural que se suponha um caminhão de gols a favor do time paulista nos confrontos imaginados.

O que tem, contudo, esses times a ver neste momento? Bom, ambos comungam da capacidade de atrapalhar o Vasco em 2015 em pleno São Januário, outrora caldeirão cruzmaltino. Em fevereiro, o tacanho Tigres, 11 anos de idade, impediu o glorioso Vasco de sair com a vitória pelo campeonato  estadual. Empataram em um gol, num prenúncio despercebido por todos do que seria o ano para a gente. Já o Friburguense, com menos de quatro décadas de vida, foi além. Em abril, venceu-nos, guardou cinco gols em nossa meta e ainda teve contra si um mundaréu de pênaltis marcados, um deles desperdiçado.

O que se sucedeu depois, é história. Seguimos o campeonato, celebramos o troféu regional e fomos para o Brasileiro com o time sob a confiança do comandante-mor da Colina. Que inclusive censurou atletas de expressarem pensamento oposto à sua ideia megalômana de disputar o título.

Megalômana e mentirosa.

Como mostram as desesperadas contratações em meio ao torneio, com direito a enxovalhar a moral vascaína nas reviravoltas de Léo Moura e Ronaldinho Gaúcho. Tudo sem abrir mão da teimosia prepotente que manteve o ineficaz Celso Roth e seus infindáveis 13 pontos por tantas rodadas.

Os resultados de tanta estupidez e empáfia juntas estão aí, para quem quiser ver. Embora haja tantos querendo negar e legar à arbitragem ruim ou às falhas do acaso o destino decadente que nos aguarda.

Como disse o companheiro de twitter Julio Cesar (@jctm1), esse time e essa torcida não mereciam uma queda. Porém, ironias da vida, ambos estão sob a égide de Eurico, um dirigente vil que prometeu respeito e nos ofereceu escárnio. Que jurou reconstrução e nos concede derrocada. Que se arvorou de uma grandeza que não é sua para nos relegar a uma pequenez que jamais foi nossa. Uma pequenez do tamanho de sua gestão. Uma gestão tão ínfima que não merecia nem um Tigres ou uma Friburguense para comandar.

Quem sabe talvez algum clube da Sibéria. Vá com Deus. Ou com os diabos que o carreguem.

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5 pensamentos sobre “Dava pra ser diferente?

  1. Concordo com o texto. Onde posso assinar? É tudo isso e mais um pouco. Que a tentativa da perpetuação desta família no poder possa ser evitada por todos nós.

  2. É seu Dotô,

    “Vá com Deus.
    Ou com os diabos que o carreguem”
    (pra Sibéria ou pra qualquer lugar longe de São Januário).

  3. Infelizmente isso é pedra cantada ainda no fim de 2014, quando eu-rico foi eleito por uma plebe de pseudos-torcedores vendidos por uma mensalidade e talvez outra vantagem qualquer.
    Eu disse que o Vasco corria grande risco de cair em 2015. Infelizmente não é mediunidade ou adivinhação. Foi fácil olhar o passado do dirigente enquanto presidente, ver o que ele fazia para prejudicar o clube enquanto oposição e perceber que o futuro seria e é amargo, triste e sem perspectiva de melhora em médio prazo.

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