Cadê a isenção de quem pede isenção?

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Polêmicos são lances que suscitam dúvidas. Como duvidar das irregularidades nestas situações?

Não estou aqui para discutir o martírio que foi estacionar durante tanto tempo em míseros 13 pontos. Nem para fingir que não passamos por sofridas nove rodadas sem sentir a suave e deleitosa fragrância de uma minguada vitória. Sabemos bem o que aconteceu com o Vasco desde o insípido empate em 0x0 com o Goiás até o ralo triunfo sobre a Ponte-Preta.

Portanto não carece que ninguém nos lembre, porque sentimos no peito e na alma a dor de carregar essa cruz que insistia em não se reconhecer gloriosa, período do qual suas feridas ainda se apresentam álacres e doridas.
Nada disso, porém, pode servir como escusa para justificar, sob qualquer prisma, os pontos que nos foram tungados nas duas últimas rodadas. Resultados idênticos que mantém a semelhança também na forma como foram construídos. Em cada uma das partidas, um pênalti claramente a nosso favor ignorado pelas desastrosas arbitragens. Em ambas, penalidade máxima inexistente marcada a favor dos adversários. Quatro pontos que nos deixariam à distância mínima para sair da zona da degola. E, coincidentemente, surrupiados ante times catarinenses que, tal e qual nós, lutam por manter-se na série A. E que conta com a indecorosa torcida do Presidente da Federação local e vice-presidente da CBF, Delfim Peixoto, que parece ter por hábito cumprimentar árbitros no vestiário e almoçar “informalmente” com eles.
A quem se propõe analisar futebol, não é demais exigir o mínimo de sensatez e discernimento. No caso, há que diferenciar-se o que é claro do campo do que é nebuloso por fora dele. A pífia campanha realizada pela equipe vascaína em nada tem a ver com os equívocos cometidos pelos juízes que influenciaram decisivamente nos resultados dos jogos e, por conseguinte, na tabela. Obstando uma reação impensável que, obtendo sucesso, lançará à série B ao menos dois escudos catarinenses.
Quem se serve dos microfones e dos textos para clamar inclemente por isenção deve dar-se como exemplo e fazer uso desta com a mesma contundência que cobra dos demais.
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Alerta ligado
 
Em um momento crítico como esse, difícil divisar paixão de razão. E é justamente aí que os oportunistas aproveitam para vender gato por lebre e criar cortinas de fumaça que os ajudem a esconder aquilo que não desejam ser mostrado.
Como presidente do Vasco, esperava-se de Eurico exatamente o que ele fez após o jogo contra o Chapecoense, na última quinta-feira. Uma entrevista direta, objetiva e aguda apontando o excêntrico sincronismo de fatos acontecido nos últimos jogos.
Todavia, a quem iniciou o campeonato desmentindo atletas e prometendo luta pelo título, esnobou a possibilidade de queda para a segunda divisão e jocosamente comprometeu-se a ir para a Sibéria em caso de rebaixamento encontrar um inimigo que faça torcedores esquecerem de suas responsabilidades não será mau negócio.
A entrevista coletiva imprevista de sexta-feira mostrou-se exagerada, sem fatos novos, baixo pragmatismo e recheada de ameaças vazias. Fortes indícios de que Eurico há de agarrar-se a qualquer coisa que o exima da culpa e de uma nova visita à série B.
Árdua tarefa separar o excesso de joio dos raros trigos neste lamaçal todo. Estamos a postos, contudo. E de olho.
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Freud Irônico é o alter ego virtual do publicitário Raphael Santos. Siga-nos em @freud_ironico
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