Aprendendo com o inimigo

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O passado de um rival pode nos ajudar a superar o futuro que virá

É fato que os tricolores representam para nós, vascaínos, dentre outras coisas, a velha piada do “pague a série B“. Isso pelos rebaixamentos que o clube sofreu em campo nos campeonatos de 96 e 2013, mantendo-se na série A com vitórias em batalhas jurídicas. Além do acesso ao grupo de elite da Copa João Havelange de 2000, diretamente da série C em 1999, com a ajuda de certo dirigente que ainda hoje sopra sua fumaça lá pelas bandas de São Januário.

Noves fora as discussões sobre legalidade e legitimidade das situações e deixando o tom jocoso, é justamente esse mesmo Fluminense quem nos oferece o exemplo a ser seguido para escaparmos de um rebaixamento que até há pouco se mostrava inevitável.

A campanha do time das Laranjeiras em 2009 é inédita até hoje e devemos superá-la para evitar a terceira queda em oito anos. Naquele ano, há um jogo-chave para o time tricolor. Era a 33ª rodada e o Flu foi ao Mineirão contra um Cruzeiro na luta pela Libertadores que abriu dois gols de vantagem. Em meio tempo, os cariocas superaram o placar adverso e o campo rival com uma reação que alastrou-se pelo restante da competição. Tanto que quatro vitórias depois, eles chegaram à última rodada permitindo-se empatar com o Coritiba, na capital paranaense e assegurar-se na série A. Performance que, sem dúvida, passa pelo prélio crucial de Belo Horizonte.

Trazendo a análise à nossa realidade, embora com mais tempo, teremos mais dificuldades. Enfrentaremos cinco das seis equipes que hoje compõem o topo da tabela. Obrigatório tirar pontos delas para sonhar com a permanência entre os maiores.

E na minha opinião, o combate principal se dará no Morumbi, diante de um São Paulo que busca o G-4 e também evitar respingos em campo de seus problemas diretivos. Com um técnico bem conhecido por boa parte do nosso elenco e que, coincidentemente, treinava a Ponte Preta quando voltamos a vencer no torneio após dois meses de jejum.

A atuação nesse jogo, na 31ª rodada, tem tudo para expor, com mais precisão, que ponto esse escrete pode, de fato, alcançar. A despeito de não ser exatamente o momento de sacramentar o descenso ou a estada na 1ª divisão, é peleja que tem tudo para injetar aquele ânimo transcendental capaz de arrebatar o Gigante para o sprint decisivo rumo ao fim desse pesadelo.

A conta segue a mesma e nossa matemática não muda. Vencer o próximo jogo, erguer a cabeça e seguir. Acredito, no entanto, que esse jogo reune as condições ideais para ser o símbolo da virada, um alcunha que sempre nos pertenceu e que, outra vez, podemos provar que ainda nos cabe.

Desnecessário dizer que para isso é vital superar a briosa Chapecoense em casa. Será o degrau elementar para cruzarmos a ponte aérea e atuarmos de maneira mais confiante do que apresentamos por lá recentemente, na Copa do Brasil. Além de, claro, manter a freguesia contra o time do laranjal que, por ora, nos serve de inspiração.

Simbora, Vasco. A pugna é dura, mas foi a sua história que sempre me fez escolher acreditar.

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