Eu…acredito?!

eu acredito

Restando dez rodadas para o término do campeonato, o sentimento do torcedor é de estar em uma encruzilhada. Uma arrancada, para muitos, surpreendente, fez o Vasco diminuir uma diferença de 8 pontos em 9 rodadas. Devemos considerar que, mesmo após a recuperação obtida com muita raça e disposição em campo, o clube continua como penúltimo no certame e ainda 5 pontos distante de escapar da famigerada zona de rebaixamento.

Fingir que não temos chance de fugir da degola é impossível. Também não podemos soltar fogos e achar que merecemos uma vaga na libertadores. A receita de “sucesso” das últimas partidas passa muito pela filosofia de nosso técnico Jorginho. Na dele, sem holofotes, percebe-se que o ex-lateral da seleção fortaleceu um grupo execrado COM RAZÃO pela opinião pública e a torcida. Acho que o padrão de jogo melhorou consideravelmente – convenhamos, ser melhor que Celso Roth não é difícil – mas não há de pensar que a palavra de força, foco e fé do cristão Jorge encheu de esperanças os jogadores.

A fé, desde a origem do ser humano, não é palpável nem medida. Alguns a possuem, outros não. O discurso que para uns é vazio, é tábua de salvação para os que querem acreditar.

Se os torcedores compraram a ideia, por que nós, que amamos o clube, ficaríamos de lado? Não julgo nem aponto o dedo ao cruzmaltino descrente visto que a sequencia de jogos não é fácil (Grêmio, São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Fluminense estão no rol) e a responsabilidade de ter realizado a pior campanha da história do Vasco é total de nossa diretoria.

Além disso, o torcedor é maltratado nos últimos anos de uma forma que qualquer fé fica abalada. Então, amigos, não julguem o próximo. Nem se achem superiores. Isso é contrário aos ensinamentos do técnico Jorginho.

Abraçar a causa, mesmo sem fé, também é possível. Mesmo sem acompanhar a peleja contra o Avaí na manhã desse domingo, que tal aquecer essa vascainidade adormecida em ti? Que Andrezinho, Rafael Silva. Madson e, sim, até o Christianno, recebam nossos pensamentos positivos. Enquanto demonstrarem honrar a camisa, os jogadores são os menos culpados pela situação.

O que nos resta agora? Sofrer ou Acreditar. Quer um conselho? Tenha fé. Com ela, as coisas ficam mais simples, nos melhores e piores momentos.

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