O amanhã é hoje, Vasco.

Andrezinho, que estreou na 12ª rodada, é um dos jogadores que mudou o Vasco. Foto: site do clube

Andrezinho, que estreou na 12ª rodada, é um dos jogadores que mudou o Vasco. Foto: site do clube

Jorginho e Zinho ousaram como poucos. Escolheram um time sem volantes de origem, com meio campo leve e de pouco combate. Levaram um gol no início e puseram em risco a reação contra o principal rival. Mas defenderam seu ponto de vista, ajustaram no intervalo e levaram a melhor no final, em mais um passo importantíssimo na inglória luta contra o rebaixamento.

A eles, assim como aos jogadores, os aplausos e o compromisso de seguirmos ali, das arquibancadas, esgoelando-nos até o limite para ratificar mais uma vez a virada como característica indelével da Cruz de Malta. Contudo, se a paixão precisa falar mais alto e o coração deve descer até o bico da chuteira, urge que nos bastidores um cérebro já labute visando 2016.

É essencial blindar comissão e jogadores para as 10 finais restantes, em uma aliança com a torcida que ficará cada vez maior a cada vitória obtida. Entretanto, não pensar no amanhã é dar chance de que mesmo um escapamento histórico não seja suficiente para nos livrar da repetição de uma triste história que teima em reprisar tanto em São Januário.

É explícito que os principais nomes deste novo momento só vieram pelo desespero da situação vergonhosa. É nítido que o título do combalido campeonato carioca foi muito mais superestimado do que deveria. A falta de planejamento deixa o gosto de que o período Celso Roth, com sua competência questionável e seu histórico ruim na Colina, foi decisivo para dependermos de um milagre.

A mim, fica claro que treinador e assistente devem permanecer independente da divisão que estejamos ano que vem. Não custa recordar que dos clubes do campeonato atual, só dois contam com o mesmo treinador desde seu início. Não por acaso, líder e vice-líder. Pelo resultado que vem apresentando, deverá caber a Jorginho e Zinho pinçar, num elenco com tantos jogadores cujos contratos estão perto do fim, aqueles que, de fato, tem condições de ostentar a faixa diagonal com a cruz no peito. E novas contratações devem ser balizadas pelo olhar crítico deles, respeitando certos limites de orçamento, claro, mas cientes de que, no cenário atual, é necessário ir além de jogadores que “estão vindo só pelo salário”.

Operando o milagre de evitar a terceira queda ou não, chegar ao tão famigerado respeito ainda demanda uma longa jornada. E toda maratona, por mais extensa que seja, começa sempre com um primeiro passo. Pequeno, mas decisivo. Porque a partir dele você projeta se caminha em direção ao calor da torcida ou à frieza da Sibéria.

A reação que precisamos, Vasco, é muito maior do que só fugir da série B. Que jogadores, comissão, torcida e direção não se esqueçam disso.

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