Energia renovada

Foto: Site oficial do Vascco (www.vasco.com.br)

Foto: Site oficial do Vasco da Gama (www.vasco.com.br)

Eu acredito no conceito metafísico da energia. Sempre observei, com aguçada curiosidade, a diferença entre pessoas que emanam positividade, bem-estar, alto astral e outras que parecem carregar carga pesada de lamento, desânimo e tensão.

Qual de vocês, leitores, não conhecem um amigo que contagia o ambiente, com seu bom humor, um sorriso,  uma palavra bem colocada ou simplesmente  sua vibração que parece atingir a todos? E, do contrário, há quem não conheça uma única pessoa daquelas que preferimos distância,  que parece carregar o ambiente, evocando aquele lado bad que todos nós ostentamos?

Em minhas crenças e filosofias pessoais, sempre achei o retorno de Eurico ao Vasco extremamente negativo à energia do clube. Sua imagem, à minha visão, traz a reboque algo grotesco que se serve para chamar atenção, serve para despertar, também, a pilhéria desrespeitosa, a raiva despeitada ou a indignação coletiva. Houve época em que esse modelo reinava no futebol em geral e Eurico era só mais um. Hoje, contudo, momento que exige equilíbrio cirúrgico entre paixão e negócio, essa estampa mais remete a atraso do que, propriamente, a respeito.

E aí, sabe-se lá porque razões, o Presidente resolve dar um tempo nas coletivas que beiravam a frequência de um Globo Repórter de bizarrices. Param também as emissões de notas oficiais cujo ponto final mostrava-se mais eloquente que seus conteúdos. E daí, foco diminuído em quem não entra em campo, não faz gol, não vira ídolo e não cria torcida, por coincidência ou não, o time começa a evoluir. Derrotas vieram, mas as postura mostrava-se diferente. O reencontro com a vitória, as bolas chegam às redes, os pontos saem das notas e voltam às tabelas.

Há um ditado que diz: Yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay. Fato é que a energia da Cruz de Malta, que contagia milhares e milhões de torcedores Brasil e, porque não mundo, afora, parece ter voltado a concentrar-se na camisa. Os personagens voltaram a ser os jogadores e a fumaça carregada que anuviava o ambiente parece ter-se apagado como guimba de charuto amassada no cinzeiro.

Creiam no que quiserem crer. Mas, por via das dúvidas, mantenham longe das câmeras e microfones aqueles que prometeram a volta de um respeito que teima em não se impor. Permitam ao Vasco ser o o que sempre foi, qual seja, um clube de futebol a amealhar paixões única e exclusivamente por suas atuações dentro de campo.  Foi na grama que nos tornamos gigantes. E só de lá pode brotar a nossa redenção.

Devidos créditos

Claro que, além de energia, astral e clima, eu acredito em trabalho. E a dupla Jorginho e Zinho são, na minha opinião, os principais responsáveis pela mudança que se passa no Vasco. Sem receberem nada muito diferente do que o antecessor, eles começam a tirar o elenco da letargia que assomava o grupo e, com basicamente as mesmas peças, põem em campo gente que entra com sangue nos olhos, vontade de vencer e, principalmente, acreditando e compreendendo a camisa que estão a vestir. Independente da divisão que nos caberá no ano vindouro, eu manteria os dois. Obviamente, ligando absolutamente zero para o que acontecer naquele negócio estadual que acontece no início do ano e que um dia já foi um campeonato decente.

Amor ao clube

Em comentário após a maior goleada sofrida pelo Vasco na história dos campeonatos brasileiros (0 x 6 ante o Internacional, em Porto Alegre), o jornalista Rafael Marques da Rádio Globo carioca fez um loquaz desabafo acerca do clube, responsabilizando diretamente o presidente da instituição pela dramática situação. Lá pelas tantas, contudo (precisamente a partir dos 11 minutos do aúdio disponibilizado aqui), ele afirma que José Luiz Moreira, o Zé do Táxi, é um apaixonado, um vascaíno que ama o clube, sem saber muito o que fazer, entre a cruz e a espada, praticamente um coitado na conflituosa relação entre Angioni e Euriquinho.

Hoje, soubemos que o “apaixonado, vascaíno que ama o clube” receberá R$ 8 milhões em 24 meses por conta de um nebuloso empréstimo de R$ 4 milhões, ainda que tais valores não se coadunem com a renda declarada pelo próprio.

Francamente, amigo jornalista, de amor assim o Vasco não está precisando, não.

Dúvida irônica

Por que ninguém nunca tirava o Christianno do time?

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7 pensamentos sobre “Energia renovada

  1. O problema do Vasco é esse: muita gente escreve, emite opinião e reclama. Mas pouca gente age. E aí, quem age é criticado e vira o causador de todos os problemas. Mas o Doutor Eurico já está mais que acostumado. Enquanto isso, a reação se avizinha, pois com ele o Vasco não cai. PONTO.

    • Óbvio que iria aparecer alguém para quem Eurico é, na verdade, o grande responsável por essa virada épica que se apresenta. E claro, jamais foi o causador dessa situação pífia em que se encontra o Vasco, é na verdade vítima desse mal que acaba com o Vasco, gente que escreve, emite opinião e reclama.

      Abrace-se ao Eurico, Silvano. Eu sigo abraçado ao Vasco da Gama. Vá em paz.

    • É um idiota p ter a cara de pau de vir defender essa praga do euvírus aqui! Se estamos sofrendo desse jeito a culpa é única e exclusivamente dele!!!

  2. Sem dúvida a esperança aumentou! Amanhã estarei no Maraca!
    Ridículo esse reporter dizer isso de outro mané que está se aproveitando do Vasco! Essas pragas não tem amor ao Vasco!

  3. É engraçado. O nefasto não perdia uma oportunidade de se manifestar sobre os mais variados assuntos e realmente depois que ele deixou os holofotes o time começou a melhorar o desempenho. Durante a semana o cruzeiro reclamou antecipadamente das arbitragens e o que se viu no Mineirão foi de envergonhar até o goleiro nefasto da frase roubado é mais gostoso. Nessa hora o senhor bravata poderia aparecer novamente pra cobrar um respeito que ele quer nos impor mas que fora dos muros de São Januário não existe. Cobrar da dona CBF sobre o acontecido no jogo com o cruzeiro. Bastou o Vasco dar um suspiro no campeonato pra começarem os erros de arbitragem. No jogo com o A. Paranaense houve um pênalti escandaloso sobre o Rodrigo que o soprador de apito ignorou. No jogo com o cruzeiro nem preciso listar os erros grosseiros contra o Vasco. Alô Dotô, Respeito é bom e eu também gosto!

  4. Boa Tarde! to pouco
    É inegável a melhora do time, mas ainda é muito pouco. Pela história, a camisa e pela torcida que tem o Vasco da Gama.
    Respondendo por partes, como diria Titio Jack:

    Dúvida Irônica é: Por que Christiano veio para o Vasco se ele é pior que André Rocha, Marlon, Henrique, Lorran, Diego Renan>>>>>>>>> Rámon?! Ele não é jogador profissional!

    Amor ao clube: Lembra a dívida do Vasco com o Romário. Qualquer semelhança Não é mera coincidência!

    Devidos Créditos: Primeiro gostaria de colocar uma pergunta. Fosse o Doriva o técnico que não teve reforços de medalhão, o Vasco estaria ainda assim?
    Bem, se o trabalho está sendo bem feito (comparado ao ex-técnico) então deve-se dar continuidade! Contudo, que se faça com Planejamento! Nada de contratar por baciada os “atletas” do zé do táxi e amigos do eurico e filho.

    Voltando ao primeiro parágrafo… O time melhorou sim, falta muito para ser um bom time. Só vou comemorar quando o campeonato acabar e o Vasco estiver fora do Z4. Antes disso só posso torcer pelo clube e reclamar, vibrar,xingar…

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