A lição do freguês

imageNa coluna de hoje vou deixar de falar sobre os bastidores do clube e falar um pouco mais sobre a vitória do Vasco sobre o Fluzim ontem. Dar mais uma carimbada no caderninho dos nossos clientes preferenciais é sempre bom, mas como não poderia deixar de ser, há o que se questionar.

E o que eu questiono é simples: por que diabos o time não joga sempre como jogou ontem? Não que a atuação de ontem tenha sido perfeita ou que estaríamos nas cabeças se jogássemos sempre assim, mas certamente não estaríamos penando no Z4 por tanto tempo.

Como falei no Blog da Fuzarca, as coisas deram muito certo ontem, mas ficou evidente que jogando com mais atenção, as dificuldades diminuem. Algumas deficiências continuam e quem não tem capacidade não virou craque da noite pro dia. Mas a maior aplicação de todos compensaram os erros que surgiram.

Até o Roth fugiu da rotina. O treinador fez todas as alterações que podia e nenhuma delas foi claramente para fechar mais a equipe: trocou a dupla de atacantes por outros dois atacantes e na substituição mais conservadora, tirou Jhon Cley e colocou o primo do Messi, que ajuda a marcar, mas não é um volantão tradicional. Se Roth fosse o Roth que conhecemos, ele poderia muito bem ter colocado o Jomar no time, ainda mais estando com vantagem no placar.

Os três pontos não foram o bastante para nos tirar da zona de rebaixamento, mas conseguirmos fazer com que a atuação de ontem seja o padrão do time, isso será uma questão de tempo. Não há justificativas para jogarmos dessa forma apenas contra o Fluzim. Jogadores mais aplicados e atentos e um treinador que não seja sempre tão cauteloso deveria ser a norma, não a exceção.

Dizem que as derrotas devem ser utilizadas como lições para que não repitamos nossos erros. Mas como aparentemente não aprendemos muito nas vezes em que fomos derrotados, podemos tentar aprender algo com a vitória de ontem.

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5 pensamentos sobre “A lição do freguês

  1. O que mais me incomoda é o FATO de que continuamos “jogando por uma bola”.
    Só fizemos o segundo gol, porque o florminenC tinha empatado e o John Cley teve uma atuação próxima daquelas que tinha nos juniores.
    Mas ganhar deste timeco que tem a paranoia de “ser o Vasco” a qualquer custo, não é novidade. Com qualquer “barangada” vestindo nossa camisa, a gente consegue isto.
    O colunista não abordou, neste espaço, a ASQUEROSA política que DESGOVERNA o clube há 15 anos. Mas acho OPORTUNO ressaltar, mais um ASPECTO EXPLÍCITO do AMADORISMO e do EGOCENTRISMO do novo/VELHO presidente. Renovar o contrato do Rodrigo, por mais 2 anos, só porque ele discutiu “em público” com o Juninho, desafeto do dirigente FANFARRÃO, SÓ DEMONSTRA PORQUE SUA GESTÃO ANTERIOR FOI UM GRANDE DESASTRE. As decisões NUNCA são tomadas responsável e criteriosamente. TUDO É DECIDIDO conforme seus interesses e “humores” pessoais.
    Devemos “agradecer” porque não foi o Marcinho, ou o Vitor Bolt, ou o Christiano, ou uma das TROCENTAS BARANGAS que contratou, quem “discutiu com o Juninho”; pois teriam os seus contratos prolongados.
    Só mesmo os “parceiros casaquildos” e os DESMEMORIADOS E/OU ALIENADOS “conseguem” ver alguma qualidade gestora no REI DAS BRAVATAS INÓCUAS.
    Poderíamos estar apenas comemorando uma RARA (atualmente) VITÓRIA SIGNIFICANTE, neste início de semana, mas, para variar, nos deparamos na mídia com coisas desta natureza; que TORNAM EXPLÍCITA A ENORME DIFICULDADE DO CLUBE CONSEGUIR PATROCÍNIO E INVESTIMENTOS EXTERNOS, COM ESTE SUJEITO ASSINANDO OS CONTRATOS.
    Com este cara presidente, fica DIFÍCIL para qualquer sujeito ÍNTEGRO, manter e EXPOR o ORGULHO de ser vascaíno. Porque não há uma semana sequer, que não surja alguma coisa que manche, que DENIGRA a imagem do clube (inevitavelmente “atrelada” à imagem de seu presidente).

  2. Também me pergunto por que o time não joga sempre como ontem?
    Empenhado taticamente, atento na marcação, cobrindo e fechando o meio, com contra-ataques rápidos!
    Que o segundo tempo seja rotina nos demais jogos do Vasco!

  3. JC ,
    Concordo com tudo que escreveu.
    Só acrescento (opinião minha) que o time alcançou as condições de jogar assim apenas agora. A primeira vez que enxerguei isso foi contra o América-RN.
    Nunca gostei desse treinador, exatamente por essa fama de retranqueiro que você lembrou, mas reconheço que o time hoje tem muito do trabalho do Roth.
    Assim devemos cobrar para que o time não caia de produção e continue nesse caminho, com essa arrumação tática e essa disposição.
    Saudações Cruzmaltinas.

  4. Pingback: 100% freguês | Blog da Fuzarca

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