O improvável

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Desde o ano passado, não havia pisado em São Januário. Seja pelo meu descrédito pela atual velha administração cruzmaltina, seja pelo meu desprezo ao torneio carioquinha, seja pelo respeito que tenho pelo meu suado dinheirinho, nesses 6 meses me abstive de torcer (e sofrer) in loco pelo Vasco.

A vitória merecida do estadual pode ter dado a falsa sensação de estabilidade e competitividade do time. O torcedor pé no chão não havia esquecido da falta de criatividade do meio campo, a dependência das bolas paradas e o gosto amargo de derrotas como a do Friburguense.

Independente desses fatores, a expectativa era, ao menos, ficarmos com segurança na zona ”água de salsicha”, como  pontuado pelo Doutor Eurico (leitor, ativar ironia).

A realidade é mais dura. Em 15 pontos disputados, 3 conquistados, sendo que nessas 5 rodadas pegamos times como Figueirense, Goiás e Ponte Preta.

Voltando ao tema inicial, o confronto contra o time de Campinas me levou de volta ao campo de jogo. O horário, diferente do apontado por outros cronistas, era bom e véspera de feriado, o que também ajudaria a encher o estádio. Ledo engano. Os ingressos caros (me salvei por ser sócio) afugentam e as 2 mil almas que estiveram na arquibancada e sociais na última quarta-feira sabiam de antemão que o jogo seria ruim. Para nós, claro.

Apesar do azar da expulsão de Jordi, as bolas na trave e o penalti perdido, a Ponte tinha total controle do jogo. Enquanto Renato Caja era o 10 deles, nosso armador era o Diguinho, tentando em vão, organizar o time.

O que me assustou foi a total inoperância do esquema tático que deu certo nas finais do estadual. Doriva parecia perdido. Bernardo e Marcinho não rendem o esperado e o técnico desesperado lançou em campo Jackson Caucaia e Yago. Se fosse a batalha naval, só atingimos água.

A derrota é do jogo. Perder de 3×0 da Ponte em casa é prenúncio de rebaixamento.

Não queria jogar o verde e nem estou torcendo contra, só que esperar um resultado positivo hoje contra o Atlético-Pr é querer acreditar na chegada de coelhinho da páscoa e papai noel em junho.

Sem a espinha dorsal dos titulares suspensos e no departamento técnico além do vazio tático que Doriva apresentou nesses cinco jogos, temo pela permanência do técnico após a coletiva por volta da madrugada de domingo. Quero, com todas as forças, estar imensamente errado.

Caso seja o adeus de Doriva, podemos nos deparar com Roths, Reinights da vida. E aí amigos, é passaporte carimbado para o inferno…sem escalas.

Oremos pelo improvável.

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