Invencibilidade que não vence

20120913-0104-15-juninhoA manchete tenta dar aquela chamada na torcida. Como o desempenho do time não ajuda, o valor do ingresso joga contra e ainda tem um feriadão pra desanimar a ida ao jogo, recorre-se à velha e boa estatística a fim de mexer com os brios cruzmaltinos: Vasco defende invencibilidade de 9 meses em São Januário.

Por inútil que seria, eu não brigo com a matemática. De fato, a última derrota em casa foi a lamentável e histórica goleada sofrida diante do modesto Avaí, por incríveis 5 gols, que culminou com a derrocada do empatante Adilson Batista.

Isso, porém, não nos impede de analisar com mais critério essa “invencibilidade” em nosso caldeirão que, a bem da verdade, não frita mais os adversários como outrora. Considerando os 11 maiores do futebol brasileiro, além do Vasco (Flamengo, Fluminense, Botafogo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Grêmio, Inter-RS, Cruzeiro e Atlético-MG), não só esse conceito de invencibilidade cai por terra, como o respeito, que dizem ter voltado, escorre pelo ralo.

Nossa última vitória ante um dos escudos citados aí em cima data do longínquo ano de 2012, frente ao Palmeiras, pelo Brasileirão da época. Com gols de Tenório, Nilton e Juninho Pernambucano, o Gigante da Colina contava ainda com Fernando Prass, Dedé, Felipe e o reizinho numa equipe já em ritmo descendente. Só para dar uma ideia, na partida anterior a do alviverde, uma goleada, em pleno São Januário, de 4×0 para o Bahia.  Isso em um ano que começara promissor com a Libertadores e a eliminação no eletrizante jogo do gol-mais-que-feito perdido por Diego Souza ante o Corinthians.

Ali, a gente nem bem sabia que as coisas iriam piorar ainda mais. Mas desde então, jogar em casa diante dos gigantes do Brasil foi só vergonha. Lá se vão 2 anos e 8 meses sem garantir três pontos contra eles em nosso principal reduto. Registre-se que, nesse período, ganhamos do Galo (2×0, em junho/13) e Inter-RS (3×1, em outubro/13). Mas lá longe, em Macaé. Há ainda a despedida de Pedrinho, em janeiro/13, contra o Ajax, um gigante europeu, com vitória por 1×0, num jogo meia-bomba, com os holandeses mais pra lá do que pra cá e que, no fim, mais valeu pela festa do que pelo futebol em si.

E claro, ainda teve o desprezível ano de 2014, com a desonra de não termos recebido um único time grande em nosso estádio.

O respeito, para voltar de verdade, exige mais do que vimos oferecendo. É preciso fazer valer, de novo, o peso dessa camisa gloriosa e resgatar o temor que os oponentes sempre sentiram em São Januário. Enfim, o caldeirão precisa ferver de novo, seja contra o escudo que for.

Sábado, dia 13, tem o Cruzeiro. Pode ser um primeiro passo. Mas, calma lá. Antes, é preciso atravessar a Ponte em casa e beliscar o Atlético no Paraná. Vitórias que são fundamentais para nossas aspirações no Brasileirão deste ano. Sejam as possíveis, vislumbradas por qualquer torcedor racional, sejam as surreais, que só existem nos delírios de nosso Presidente.

Confira nosso desempenho, em casa, contra os grandes do futebol nacional desde a última vitória:
12/set/12 – 3×1 Palmeiras
10/out/12 – 0x2 São Paulo
24/out/12 – 1×2 Inter-RS
11/nov/12 – 1×1 Atlético-MG
13/jan/13 – 1×0 Ajax (amistoso, despedida de Pedrinho)
05/jun/13 – 2×0 Atlético-MG, em Macaé
17/ago/13 – 2×3 Grêmio
15/set/13 – 0x2 São Paulo
03/out/13 – 3×1 Inter-RS, em Macaé
30/ago/14 – 0x5 Avaí (maior derrota em São Januário na história)
23/mai/15 – 1×1 Inter-RS

Fonte: http://www.netvasco.com.br

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4 pensamentos sobre “Invencibilidade que não vence

  1. São Januário é muito enganoso, o campo é pequeno, fácil de fazer retranca, e, como o Vasco se lança na obrigação de vencer, mesmo sem ter muitos recursos, acaba se expondo mais que o normal. Quando toma um gol então começa o desespero. Já tivemos times melhores que faziam SJ virar caldeirão, ultimamente tem sido mais difícil jogar lá que no Maracanã por exemplo.

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