Tudo novo de novo

tudo novo de novo

Passada a comemoração na última semana pelo título merecido do carioquinha 2015, estamos de volta ao principal certame nacional. Só a gente sabe o que sofreu nesses últimos dois anos. Da dor em não conseguir chegar aos malditos 45 pontos em 2013, atuando por todo campeonato sem goleiro, ao ostracismo da série B em 2014 que empatamos mais que fodas muito mal dadas e na bacia das almas garantindo nosso espaço na elite do brasileirão em uma terrível 3ª colocação.

Quando me perguntam a expectativa para o Vasco nesse ano, sinceramente, a razão e a emoção se confundem na análise e no “achismo” de torcedor.

A memória talvez ajude a oferecer meu parecer final. Nessas horas vamos pegar carona em um DeLorean e voltar ao primeiro jogo do BR 2013. Eu estava lá. Carreguei minha namorada para arquibancada de São Januário para presenciar o que poderia ser considerado uma sequencia daquele filme jogos mortais. Vasco x Portuguesa. Estádio vazio, sábado a noite, aquele elenco vencedor em 2011 quase não mais existia. Eder Luis, Renato Silva e Felipe Bastos eram os remanescentes.

Naquele jogo, 1×0, gol do Demolidor Tenório (é ironia ok, não se irritem) veio a premonição de uma nova queda. A namorada não entendeu o desânimo pós-jogo mesmo com a vitória. Explicava que com aquele futebol dificilmente disputaríamos algo naquele ano e corríamos sério risco de rebaixamento. Pensei alto naquele fatídico 25.05/13: “Ao menos, ganhamos de um competidor direto pelo Z4, jogo de seis pontos”.

Não era a mãe Dinah que baixou em mim nem a minha neurose habitual perturbando a minha mente. Era a péssima qualidade apresentada em campo pelo Vasco contra um time horroroso como o da Lusa. Depois daquele sábado, levamos uma trosoba de 5 do São Paulo fora de cada e o resto…vocês já sabem.

Antes das finais do estadual, estava sofrendo mais, admito. Pode ser a cortina de fumaça do título mas realmente acho que mostramos um futebol convincente nos clássicos, especialmente, sendo competitivos em nosso sistema defensivo. Vendo friamente, houve sim um avanço para aquele pesadelo que foi o jogo contra a Friburgense.

Isso significa que vamos ganhar o BR? Acho que não vai ser dessa vez que faturamos o penta, parça. E a Libertadores? To achando difícil também, colega. Porra, isso é melhorar?!

Incrivelmente sim, estou mais confiante. Comparando com 2013 e 2014, ao menos hoje temos um time titular. Temos goleiro e uma espinha dorsal. Falta um armador, fazer o que né?!…tá em falta em quase todos os times.O ruim é que não temos muitas peças de reposição – não espere que Romarinho e Bolt supram a ausência dos titulares.

Falando nisso, o trio que apareceu em São Januário pós estadual é uma tentativa de consertar tal fato. Não gosto do Diguinho. Nunca vi o Baraonetti Boy dar uma arrancada como Serginho deu contra o Urubu na semifinal. Não tenho o que dizer de Julio Cesar…já passou pelos outros três clubes do Rio e sei lá…parece coisa de agente. Talvez o que mais agradou foi Eder Luis. Seja pelo histórico positivo – gol do título de 2011 – como por ser um atacante que pode fazer a diferença, caso esteja bem condicionado.

Doriva parecer entender que não levar gols em determinados momentos é mais importante que sair atacando de forma desenfreada. O time de Cristóvão e Ricardo Gomes sabia bem disso.

O que quero dizer é que estamos em uma crescente. E isso é bom, especialmente nas primeiras rodadas de campeonato, que alguns clubes ainda estão dormindo ou colocando times mistos ou reservas por que disputam a Libertadores (nada como o péssimo timing e marketing do Brasileirão CBF).

O importante é fazer o nosso papel. Torcer. E o time fazer o dele. Ganhar jogos contra times pequenos e médios em casa. Hoje, domingo, 10.05.2015, nossa história no BR inicia contra o Goiás.

Caro leitor, não sei se sofreremos com a calculadora nas mãos como nos últimos anos mas para evitarmos surpresas desagradáveis, é bom fazer esses 3 pontinhos hoje, vai.

Obs 1: Alguém explica o motivo do aumento dos valores dos ingressos? R$60,00 uma arquibancada?

Obs 2: O desrespeito a jogadores do passado por Eurico Miranda e sua administração conseguem manchar os elogios merecidos nesses últimos meses. Ao fazer isso, Eurico não apenas vincula o Vasco a suas picuinhas pessoais e políticas, como macula nossa história.

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3 pensamentos sobre “Tudo novo de novo

  1. Pelo jogo de ontem já podemos ver o sofrimento que vai ser!
    Concordo totalmente com a obs 2, qq atitude semelhante a essa faz cair por terra qualquer coisa boa q ele possa ter feito!

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