Desculpa, coerência.

imagemEu não faço “gato” de energia elétrica. A TV a cabo da minha casa não é desviada. Pago a água que consumo em casa e tento honrar com os compromissos que faço.

Não torço para meu time ganhar com lances errados e prego, diuturnamente, por um futebol mais justo e honesto. Sou oposição clara e manifesta a Eurico Miranda e acho a Federação de Futebol do Rio das piores instituições em termos de ética e moral dentre aquelas que fazem parte deste esporte.

Achei que Fluminense e Flamengo foram claramente prejudicados neste estadual por se posicionarem contra a FERJ. Considero descabido o julgamento do Fred ter sido feito anteriormente aos jogadores expulsos do primeiro jogo entre Vasco e Flamengo. Sei que um dos gols do Botafogo na vitória diante do Fluminense foi em impedimento claro, equivocadamente não marcado pela arbitragem. E, sinceramente, não considero pênalti o choque entre Wallace e Serginho no lance que definiu o vitorioso no clássico desse domingo.

Mas eu sou humano. Recordo-me, até hoje, das lágrimas que tive de secar do meu filho pelo título perdido diante do Flamengo em impedimento ainda mais claro do que no jogo de ontem no Engenhão. Lembro-me das explicações que tive que dar, sem sucesso, às crianças pelo gol incrivelmente não validado pela arbitragem, diante do mesmo rubronegro, ainda que a bola tenha entrado para além de 30 centímetros. Impossível esquecer o pênalti claro não marcado por Péricles Bassols quando do agarrão de Willians em Diego Souza, em disputa por um título nacional. No mesmo ano e campeonato em que o mesmo árbitro não marcou a penalidade de Léo Moura em carrinho desleal sobre Bernardo. E não consigo omitir o sentimento pelos pontos garfados do Vasco devido ao burocrático BID de Jeferson, em 2009, tão exigidos pelo Fluminense, que nos custaram a eliminação às semifinais da Taça Guanabara de então.

Perdoem-me, mas é impossível, diante de tanto sofrimento, de tantas “falhas-de-arbitragem”, de tantos “equívocos”, de tantas “falhas-humanas” não gritar por essa classificação. Seria falso demais se não abraçasse meus filhos quando a bola beijou as redes e quando o juiz encerrou a partida confirmando a superação diante de um rival tão forte quanto injusto nos últimos confrontos. Não sou conivente com a trapaça nem favorável aos apadrinhamentos. Mas sou humano. E dentro de mim pulsa um sentimento nada isento de justiça que me faz recordar, com muito amargor, dos 69 centímetros que nos roubaram o troféu do ano passado, dos pênaltis que nos impediram de superar o Corinthians em 2011, dos pontos que nos obstaram em tentar o Carioca em 2009.

Deixo a vocês o julgamento se esse sentimento é certo ou errado.

Até porque, desculpe-me dona coerência, mas o único sentimento que eu quero sentir hoje é o de felicidade. Se a arbitragem erra pros dois lados, o lado que chora hoje é o outro. Eu, essa noite, vou dormir sorrindo.

Boa, mas muito boa, noite pra todos vocês.

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9 pensamentos sobre “Desculpa, coerência.

  1. Nao se preocupe, o penalty foi marcado corretamente.

    Como disse o ex-idolo;

    “é possivel ser campeao honestamente”

  2. Não esqueci também o penalti dos bambis em cima do Fágner em 2011. Seriam 2 pontos a mais e provavelmente o título.

    • Prezado Rudy Trindade,

      primeiramente, de antemão, peço desculpas por qualquer inconveniente que tenha lhe causado. A foto já foi devidamente retirada e substituída por uma imagem feita por mim mesmo.

      Considerei que utilizar uma imagem que encontrei em um famoso portal de notícias em um blog que não tem nenhum objetivo comercial e que seus participantes nada recebem por aqui escrever não se configuraria um problema, ainda mais dando os devidos créditos da imagem e também do site de onde a mesma foi tirada.

      Contudo, em sendo um equívoco, a imagem foi retirada e substituída. Reforço que não houve nenhum interesse em se aproveitar comercialmente de sua fotografia.

      Reiterando as desculpas,

      sem mais,

      Raphael Santos da Conceição (raphasantos@ilumminatti.com.br)

      • Olá
        Agradeço a pronta resposta.
        Uma imagem é feita por alguém e a este alguém cabe a “propriedade”.
        O portal de notícias comprou a foto, logo pode usar.
        Não é o caso de vários blogs e também sites, sendo que em alguns casos tem propaganda e são remunerados e usam fotos e as vezes textos inteiros encontrados em portais de notícias.
        .
        A permissão para uso público deve ser dada pela pessoa física do fotógrafo criador da obra fotográfica, protegida que é por leis nacionais e convenções internacionais. Ou, o pelo titular dos direitos de reprodução, caso tenham sido cedidos ou licenciados esses direitos.
        A prévia e expressa autorização do fotógrafo é sempre necessária. Porque atrás de toda fotografia haverá um dedo humano acionando um botão, fixo ou móvel dependendo da sofisticação do equipamento, e neuronios que comandam um cérebro, portador das idéias que se exteriorizam.

  3. O mais engraçado é que nestes casos citados os presidentes de Fla e Flu não queria criar ligas não vinham a público reclamar de nada ainda tivemos que ingolir um goleiro de m dizer roubado e mais gostoso e não esqueça o caso da Portuguesa que com certeza tem o dedo de um dos dois

    • Execelente abordagem do que se passa dentro do futebol brasileiro, principalmente dentro do estado do Rio de Janeiro. Parabens ao autor, sua colocacao foi muito inteligente e clara.Estarei torcendo pelo meu Vascao neste proximo Domingo!

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