Aliado flatulento

Logo FerjPassado o carnaval, podemos avaliar que se teve alguém que esse ano prometeu colocar o bloco na rua e no final das contas acabou atravessando o enredo na avenida foi a FERJ. Desde o começo de 2015, a Federação bravateou, ameaçou, disse que faria e aconteceria para acabar arregando em quase tudo. Resumindo, a FERJ peidou feio.

Primeiro o foi o bizarro item do regulamento do Estadual que estipulava uma multa aos clubes cujos jogadores fizessem críticas ao campeonato. Depois, foi a súbita atenção dada à questão do lado da torcida vascaína na Arena Maracanã (uma questão que vinha de muito antes e nunca pareceu interessar à Federação) e se arvorando de decisor da contenda, já que os clássicos não têm mandante (!?!?!) no Carioca. E claro que não podemos esquecer da principal polêmica desse Estadual, a briga pelos preços dos ingressos.

E o que aconteceu com todas essas demonstrações de força? Em todas a poderosa FERJ teve uma crise de flatulência que nem uma dose industrial de Luftal resolveria. A democratizante cláusula criada para calar as críticas caiu judicialmente e nem a própria Federação teve a pachorra de recorrer da decisão; a cessão do lado que caberia à torcida vascaína na Arena, depois que o Governo do Estado mostrou à FERJ que quem manda são os contratos assinados, foi contemporizada de maneira que não desagradasse ninguém, mandando o clássico entre Vasco e Fluzim pra longe do novo Mário Filho; e a celeuma sobre a meia-entrada universal no Estadual não resistiu mais que uma rodada: a Federação mais uma vez cedeu aos desejos de mulambos e tricoletes e liberou os preços dos ingressos.

Mas o que isso tem a ver com o Vasco?“, perguntará o visitante deste humilde site opinativo que tem a pretensão de falar apenas sobre o Gigante da Colina. À relação é clara: o único dos grandes do Rio que apoiou – quando não foi o motivador – de todas as causas perdidas da FERJ foi o Vasco e sua diretoria, o que torna a atual gestão do clube tão derrotada nessas questões quanto a própria Federação. A “influência do Vasco” na FERJ, baseada na amizade pessoal dos presidentes de ambas as instituições, é um dos pilares da principal plataforma da atual administração vascaína, que como todos sabem, é a tal “volta do respeito“.

Mas até agora, a depender da união entre Rubinho e Eurico, não apenas o respeito ainda parece longe da Colina como todos os pontos de concordância entre FERJ e Vasco têm nos trazido mais vexames. E não foram apenas os recuos da Federação nas questões apoiadas pela diretoria vascaína, mas também na condução geral do Carioca, para o presidente vascaíno, a competição mais importante do ano. Mesmo que seja um campeonato no qual o Vasco seja o que toma mais prejuízo na arrecadação e que tenha que se sujeitar às terríveis arbitragens do seu parceiro político, que já nos custaram dois pontos para o Barra Mansa dentro de São Januário e quase nos custaram outra vitória ontem, no Engenhão.

Não há um vascaíno que não deseje a volta do respeito, mesmo que esse seja um conceito meio vago/impreciso. Mas é difícil crer que a parceria ideal para nos ajudar a chegar a esse objetivo seja a FERJ. Se o ditado “diga-me com quem andas e te direi quem és” está correto, o Vasco não deveria buscar alianças que não cheiram bem.

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6 pensamentos sobre “Aliado flatulento

  1. Tempo perdido. Os “casaquildos” não tem a menor noção do significado da palavra “respeito”. E também se satisfazem com MUITO POUCO, ou NADA…!!! Basta uma bravatinha aqui, uma fanfarronice ali e “pronto”, já ficam “felizinhos” e ignorando completamente o que INTERESSA: os RESULTADOS DENTRO DE CAMPO. E se alguém está exultante com a vitória sobre o RIDÍCULO time do “FluminenC” que entrou em campo no domingo, neste MAIS RIDÍCULO AINDA torneiozinho regional DE MERDA, que aguarde as competições que realmente INTERESSAM; as nacionais.

  2. Cara, você sente algum prazer em criticar a gestão do Eurico? Só pode…

    OBS: Sobre uma das coisas que você levantou, é até injusto faltar com a verdade: o doutor Eurico garantiu que o Vasco não joga com o Fluminense no Maracanã se a nossa torcida não reaver seu lado no estádio. Dito e feito. Jogo no Engenhão, vitória do Vascão. Como é bom ter um presidente que se preocupa com o VASCO, e não com “o bem do futebol carioca”… Mas isso não conta pra você, não é mesmo?

    • Não sinto prazer nenhum em criticar o presidente do Vasco. Mas para que isso aconteça, é preciso que ele não faça besteiras. Se pra vc está ótimo o Eurico apoiar 100% seu amigo Rubinho e enquanto isso o Vasco é o clube com o maior prejuízo no Carioca e ainda continua sendo garfado pelos árbitros da federação, ótimo. Se isso não merece críticas, o problema é do seu baixo nível de exigência, não da minha coluna.

      Já sobre o lado na Arena, como toda boa euriquete, vc sofre da memória: ignore as últimas declarações do seu ídolo, quando ele já sabia que não conseguiria ir contra contratos assinados apenas com bravatas. Pegue as declarações sobre isso no começo do ano, quando seu cupinhcha na FERJ disse que quem escolheria o lado da torcida seria a federação. Depois disso a gente conversa.

  3. Pingback: Não é preciso muito | Blog da Fuzarca

  4. “diga-me com quem andas e te direi quem és” Final espetacular que resume tudo. E o engraçado ou trágico nisso tudo é que podemos dizer isso para os dois lados (Eurico & FERJ).

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