Sinais dos tempos

FJV

Da vitória contra o Madureira, na última quinta-feira, pouco me recordo do que rolou em campo. Jogo insosso e ameaça de ciclone. Foi isso. Na realidade, o que mais chamou a atenção foi a policia dividindo a própria torcida organizada do Vasco.

Força Jovem separada

Não sou sociólogo. Tô mais para psicólogo de botequim. No meu achismo, a ideia de “defender” o time através de uma organização, no papel e no coração, pode ser saudável. Infelizmente, não é o que acontece. Na vida real, as torcidas organizadas possuem interesses distintos de apenas vibrar e cantar musicas sobre seu clube. Envolvidos com a política interna e crimes, essas instituições enraizadas há décadas em nosso futebol, tem como característica a violência.

Pela incompetência de nossas instituições governamentais, os crimes cometidos entre torcidas são amenizados. Lembra um pouco a guerra entre traficantes em nossa cidade maravilha mutante. “Que se matem” diria o representante do Estado.

Bom, pelo discurso do nosso presidente Eurico Miranda, que já foi deputado federal, é isso mesmo: “Desde que a briga não seja dentro do Vasco, isso não me afeta em nada.” Não surpreende.  O racha entre a principal torcida do Vasco aconteceu justamente pelo processo eleitoral entre Brant x Eurico. Culminou em  tiro, porrada e bomba, ano passado quando as facções se encontraram no bairro da Tijuca.

João Fiorentini, comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios, aparentemente, tem feito seu papel. De uma sinceridade difícil de se encontrar, afirmou que a Gepe está fazendo o que é possível, mas terá um momento em que não conseguirá evitar algo pior.

Clima de tragédia anunciada. O nosso presidente, como Pilatos, lava as mãos. Eu não. Como vascaíno, afirmo: criminosos não representam meu clube, meu time que amo. Sou sócio, pago meu ingresso e não quero ver cordão entre a torcida. A inércia da presidência é o espelho de uma parte da nossa sociedade, que pensa no seu e que se dane o próximo.

Resumo da história: A falta de credibilidade da diretoria e a possibilidade uma violência iminente afastam o verdadeiro torcedor. Aquele que quer o melhor para o seu clube e não fala em primeira pessoa ao falar do Vasco.

Que dias melhores venham. Estamos precisando.

Obs: Eurico começou novamente com a falácia dos clássicos em São Januário. Escuto isso desde criança. Da boca do próprio dirigente anos atrás e de Roberto recentemente. Deixa pegar o banquinho e vamos aguardar.

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