Vasco, o meu terror

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Na data em que se celebra o dia das bruxas, o cenário não poderia ser mais tenebroso ao Vasco. À véspera, tivemos a aprovação das contas do clube do ano retrasado. Sim, gajo, estamos a falar de 2012, um longínquo ano em que nos descabelamos porque ficamos na 5ª colocação da série A(!) do Brasileirão. Como se fosse enredo de verdadeira história de terror, o processo de aprovação deu-se, como de praxe, mais por questões políticas do que propriamente financeiras ou contábeis.

O diretor financeiro Jorge Almeida defendeu a aprovação sob o argumento de que os 10 pontos de revisão solicitados pelo Conselho Fiscal estão sendo sanados. Bem assim, no gerúndio, pra mostrar que não há previsão de quando serão devidamente corrigidos. Até porque, ao que parece, quase dois anos para tanto, não foram suficientes, né Jorjão?

Quando o ex-presidente-de-torcida-organizada-e-atual-candidato Roberto Monteiro pediu a reprovação tivemos, o menoscabável Eurico Miranda saiu das trevas fantasiado de defensor-mor da Colina para posicionar-se pela aprovação, sob o primitivo pretexto de que o-único-prejudicado-seria-o-clube-blá-blá-blá-blá-blá. Para encerrar a noite de (poucos) doces e (muitas) travessuras, as contas de 2013 ficaram para a aprovação da próxima diretoria. Tem tempo, né, companheiros?

Findo esse show de horrores, descobrimos que a recém-divorcida fornecedora de material esportivo nos deve algo em torno de R$ 2 milhões. Isso porque, segundo o Conselho Fiscal, houve erro da diretoria administrativa (jura?!) que, em cinco anos (!), deixou de cobrar esses valores, além de demorar a contratar uma auditoria. Ou seja, estamos na bancarrota, ficamos sem água, devemos funcionários, e deixamos um montante desse sem cobrança pra ficar esmolando dinheiro emprestado à Globo, à Caixa ou ao Guaraná Tron.

A noite nos reservava ainda a pré-convocação de Martin Silva para os amistosos do selecionado uruguaio frente à Costa Rica e ao Chile. Chances de perdermos nosso melhor arqueiro em duas partidas da reta decisiva, diante de Ceará (fora) e Vila Nova (casa), quando a luta pelo acesso pode estar ainda mais acirrada. E ausência de Martin é sempre um ensejo para o fantasma Diogo aparecer.

Por fim, haveria uma única chance de não deixar o dia de hoje ainda mais aterrorizante para os vascaínos. Entrar em campo diante do frágil Paraná, 13º colocado na tabela, como time grande que somos (ou fomos?) e arrebanhar a vitória ao melhor estilo do almirante cujo nome emprestamos. Entretanto, o jogo é fora, onde há 18 anos não conseguimos vencer. O treinador já escalou o time com três volantes e apenas um homem de criação no meio e o adversário não perde em seu campo há seis jogos. Ou seja, frio gélido na espinha. Convém água benta e um bom terço do lado. Porque, tudo indica, a noite será de suspense e terror.

Joel irônico

Quando chegou ao Vasco, depois de longo tempo dedicado a sua carreira de estrela do mundo da propaganda, Joel pregou a necessidade do clube “decolar” na série B. No discurso, a lembrança de, quer seja por história ou pela folha de pagamento, somos o maior escudo desta competição e já era hora de exercer isso em campo.

55 dias depois, o treinador afirmou que considera que duas equipes já estão classificadas, em sua opinião. O curioso é que nenhuma delas é o Vasco. Ainda segundo o comandante, as definições das duas vagas restantes devem dar-se somente na penúltima rodada. De onde depreendemos que o sofrimento não vai parar até lá.

Então, Papai, diga-nos: a história do Vasco decolar era folclore ou ironia?

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