A maldição da Colina

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“Muitos vestirão a camisa do Vasco; poucos se tornarão essenciais; porém, todos que, um dia, forem essenciais e saírem do clube estarão fadados ao fracasso”. A maldição da Colina fez (e faz) muitas vítimas. Nem aqueles que, mesmo com a saída, são queridos pelo torcedor vascaíno conseguem escapar, como é o caso do ex-melhor zagueiro do Brasil na foto acima.

Passamos anos sem ter um goleiro que nos passasse confiança. No ano do rebaixamento, surgiu Rafael. Após uma meia dúzia de bons jogos, já havia a convicção de que, finalmente, tínhamos um bom goleiro. Com o final da temporada, o Fluminense levou nosso arqueiro. Desde então, rodou por alguns clubes pequenos até, segundo o Wikipédia, chegar ao Bangu em 2014.

A lateral direita tem um exemplo tão rápido quanto o seu sucesso: Wagner Diniz. O jogador caiu na área adversária e nas graças da torcida vascaína com os pênaltis que frequentemente sofria, entre 2005 e 2008 (se jogasse no Fla, o rival seria campeão de tudo). Acertou com o São Paulo. Foi emprestado ao Santos, que fez um acordo para devolvê-lo ao tricolor paulista. Diz o Wikipédia, que está no Marília, onde ainda não teve oportunidades neste ano.

O vascaíno ainda lembra e torce pelo zagueiro deste time: Anderson Vital, que já foi Mito e agora é apenas Dedé. Apesar de ainda ter qualidades indiscutíveis, a queda do camisa 26 é visível. Confesso que nunca vi um zagueiro jogar tanto como o Mito em seu auge, pelo Vasco. Havia quem o escalasse nos titulares da seleção brasileira em 2014. Já em São Januário, após séria lesão, suas exibições caíram muito de nível. Agora, no Cruzeiro, apesar de ainda ser bom zagueiro, as falhas tornaram-se cada vez mais comuns.

O canhão da Colina também merece ser lembrado. Andrade chegou em 2006 e fez grande temporada pelo Vasco. Não sei se mais por jogar bem ou pela incrível precisão nas cobranças de falta. Foi para o Braga, em alta, e nunca mais teve o mesmo destaque, mesmo em nova passagem pelo Vasco.

O camisa dez do time já fez dois gols driblando todo o time adversário desde o meio campo, contra o Atlético-PR e o Flamengo. Recebeu algumas propostas da Europa, mas dizia não querer sair do Vasco sem um título. Chegou a ser convocado na primeira lista do Dunga, em 2006. No ano seguinte, foi ameaçado pela torcida. Saiu para o Corinthians, onde foi razoável. Depois passou por Bahia, Atlético-MG (quase não jogou), Criciúma, anunciou a aposentadoria e, atualmente, é companheiro do Pimpão, no América-RN. Estamos falando de Morais.

E o que falar do atacante pantaneiro? Alex Dias chegou do Goiás e fez dupla com o Baixinho. Foram 58 jogos e 31 gols marcados. Deixou saudades ao torcedor vascaíno quando optou ir para o São Paulo, em 2006. Após curta passagem positiva, foi para o Fluminense, onde não se firmou. A partir daí, revezou por times pequenos e terminou a carreira no Aparecidense-GO.

Outro que terminou em um time pequeno foi Leandro Amaral. Após ter uma passagem espetacular pelo Gigante, prometer ficar, assinar a renovação, ignorar a assinatura da renovação, acertar com o Fluminense, perder na Justiça para o Vasco, ter outra boa passagem pelo clube e ter uma nova passagem desastrosa pelo rival de três cores, o atacante foi terminar sua carreira no Flamengo.

Para o bem do futebol, Renato Gaúcho não deixou Conca ser imprescindível ao Vasco, em 2007. Caso contrário…

Obs: O texto é uma brincadeira. Claro, há muitas exceções. Além disso, nem todos aí citados foram essenciais para o Vasco. De qualquer forma, os exemplos de jogadores que não deram certo em outros times são mais comuns por aqui do que em outros clubes. Abre teu olho, Marlone!

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