Alívio momentâneo

vasco

Ufa. Acho que todo vascaíno que tem acompanhado o martírio da série B sentiu o alívio com o fim da partida de ontem, contra o Boa Esporte, e especialmente, ao assumir, mesmo que provisoriamente, a liderança do campeonato.

Oscilando mais do que a bolsa em véspera de eleição, o Vasco conseguiu a proeza de tomar uma pressão nos primeiros dez minutos da partida, incluindo uma bomba no travessão de Jordi.

Isso vale para reflexão. Talvez seja o pior do saldo obtido nesse tenebroso ano de 2014. A incapacidade do time em controlar o jogo. Com raras exceções (Ceará em casa, talvez?) toda a partida sofremos pressão do adversário. Seja no inicio em que somos dominados por nossa incapacidade técnica e sonolência habitual, ou e essa, em minha opinião, a pior de todas – a arte de “não jogar”. Explico.

Contra a Portuguesa na terça-feira, era cristalino o problema que passa o adversário. Lanterna, rebaixado no tapetão, os patrícios, coitados, já estão na cova há tempos. O Vasco era superior e fez o gol no primeiro tempo. Todos felizes, etc e tal. Chega o segundo tempo e a inoperância bate forte em nossos jogadores. Não jogamos. Deixamos a Portuguesa tomar as rédeas da partida e não sofremos gol pela incompetência do nosso adversário. O acaso, dessa vez, esteve ao nosso lado.

Não sei se a sorte foi essencial nessa sexta – gol marcado aos 40 minutos pode levar a isso. Talvez, por mais da sonolência dos primeiros minutos, fomos premiados na insistência em querer abrir o placar.

Nesse aspecto, Papai Joel botou o time para o ataque, com dois armadores para abastecer Kléber e Maxi. Aliás, talvez essa seja uma das explicações do mal desempenho na “segundona” – as alternâncias nas escalações do meio para frente. Até aos volantes, Guina e Fabrício, Natalino encontrou o SEU time (o dele, gente, não o meu, sem xingamentos por favor). Depois, só Douglas e Kleber tem vaga cativa. A mudança das peças prejudica o coletivo. Parece que o time sempre está “começando de novo”, um reboot eterno que nem a Matrix aguenta.

Aliás, cansei de Kléber. O mercenário  gladiador faz muito pouco, em termos de número e repertório na partida, além das suspensões merecidas no TJ desportivo. Edmilson e Thales: disputem pedra, papel e tesoura. O vencedor vai até o final, ok?

Esse lado bipolar nos trouxe derrotas e, especialmente, os empates que não nos fazem distanciar na competição. Que seja exorcizado em 2015.

Agora amigos, é esperar. Sem sustos, oremos. Por um alívio final em novembro e que as experiências nessa prisão da mediocridade nos ensinem os erros a não serem repetidos.

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