Nostalgias

trembala“Quando se encontra grupo que nem a gente tinha, fica saudade. Tinha Diego Souza, que praticamente estava sem jogar no Galo, Alecsandro que não estava jogando no Internacional… E começamos 2011 muito mal. Ainda brinquei com Rômulo: “a gente vai cair no estadual, cara”. Mas aí de repente já chega o Alecsandro falando em título, chega una comissão nova, isso tudo foi um diferencial. Era um grupo que se gostava, que chegava e perguntava quando ia concentrar por vontade de ficar junto, com brincadeira, coisa de criança mesmo. A gente ia para o estádio jogar contra o São Paulo, Santos, ia descontraído. Parecia que ia jogar contra ninguém. Devolvemos a alegria do torcedor do Vasco. Quando pousamos aqui depois da Copa do Brasil, nunca tinha visto tanta gente, tanto vascaíno.”

Foi assim que Eder Luis descreveu o Trem-Bala da Colina  em recente entrevista ao Globoesporte.com. Sem dúvidas, foi o que o Vasco teve de melhor desde 2000.

Nossos torcedores mais velhos, acostumados com os títulos frequentes, não têm ideia da importância dessa turma para o Gigante. Para mim, por exemplo, foi a primeira experiência madura de um Vasco temido. Como o Eder Luis bem definiu, a gente enfrentava qualquer time, em qualquer lugar e buscava a vitória. São Paulo no Morumbi, Cruzeiro no Mineirão, o título da Copa do Brasil, as épicas vitórias na Sul-Americana, o gol do Bernardo e a digna campanha na Libertadores recriaram e renovaram o sentimento real do que é ser Vasco.

Meu avô escala o Expresso da Vitória, de Barbosa a Chico. Meu pai esteva em São Januário na final da Libertadores. Lembro de, eufórico, ir com ele ao corredor do prédio, até o elevador, e depois voltar para assistir ao jogo em casa com meus irmãos. Lembro da batata com ketchup que comia na virada do século. Se nascesse alguns anos depois, nem essas memórias eu teria.

Imaginem o peso do Trem-Bala para os vascaínos um pouco mais novos que eu. Muitos, pela primeira vez, viveram aquilo que deveria ser habitual.

Não ter perspectiva de ver o Vasco gigante outra vez é preocupante. Enquanto isso não acontece, recorremos a nostálgicas lembranças do nosso passado glorioso.

Obrigado Prass, Fágner, Allan, Dedé, Anderson Martins, Jumar, Nílton, Rômulo, Juninho, Felipe, Diego Souza, Bernardo, Eder Luis, Alecsandro, Ricardo Gomes, Cristovão Borges e todos os outros passageiros do Trem-Bala. Menos o Enrico.

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