Estamos sem manchete

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Amigos,

Segue o Vasco claudicando na Série B.

Se de milho em milho a galinha enche o papo, de ponto em ponto o torcedor do Vasco vai ficando maluco de fome!

Diante do Sampaio Corrêa, na última terça-feira, o Vasco deixou escapar novamente a chance de colar na liderança ao ceder empate já no apagar das luzes. Para a torcida maranhense que lotou o estádio, o empate aos 49 minutos do segundo tempo teve sabor de vitória. Para os vascaínos, o sabor de guarda-chuva de sempre, decepcionante ao paladar de quem ainda se lembra do Vasco de verdade. Nada surpreendente, porém, dadas as atuais circunstâncias.

A partida foi marcada, disse o locutor, por lances polêmicos. Nada mais falso. Em sua definição dicionarizada, a palavra polêmica pressupõe divergência e controvérsia. Lances polêmicos seriam aqueles que suscitam dúvidas, para os quais, portanto, e ao menos em tese, se admitem discursos dissonantes.

Aos fatos: A arbitragem prejudicou o jogo com seus vários e graves erros, todos capazes de serem evitados com a visão de campo, sem recursos de replay e tira-teima. Ainda com o placar inalterado, Diego Renan é derrubado dentro da área. O lance é claro. O lateral vascaíno sairia na cara do goleiro, em ótimas condições de marcar, quando sofre a carga faltosa do zagueiro, debaixo das barbas do juiz. Em um mesmo lance, foram sonegadas ao Vasco duas oportunidades de abrir o placar. Abrir o placar não é definidor de vitória, tampouco uma variável desprezável para a equação de um jogo de futebol.

Desta vantagem se aproveitou o Sampaio, explorando o latifúndio cedido pela defesa vascaína em cobrança de escanteio. No finzinho da primeira etapa, Maxi Rodriguez foi abatido a pontapés na área e, apesar dos ininteligíveis e desproporcionais protestos dos jogadores maranhenses, o juiz não teve como ignorar. Douglas empatou na cobrança.

O nível do jogo não melhorou na segunda etapa. Continuou ruim como de praxe. Kléber, então, cometeu pênalti claro, nada polêmico. Ignorá-lo, como fez o juiz, produz uma justiça torta, compensatória. Deixa de ser um “erro puro” e passa a ser um erro premeditado. Cobre-se a cagada originária com mais cocô. Veja que bosta.

Para azar ainda maior da arbitragem, o Vasco viraria o placar logo em seguida, em lance que a bola cruza a linha de gol mas é imediatamente afastada pelo zagueiro. O juiz assinala o gol e quase sai morte. Quem planta falta de critério, colhe cenas lamentáveis. A insegurança da partida é fruto de uma arbitragem que ignorou a existência de dois pênaltis muito claros, um para cada lado. Não se pode dizer que um time foi beneficiado. A única coisa que é possível afirmar com segurança é que a arbitragem não presta. Estamos sem manchete.

Estamos sem manchete também no que concerne ao desempenho do Vasco que, de tão fraco, até desestimula a reclamação sobre arbitragem, embora ela mereça registro. Joel criticou os cinco minutos de acréscimos dados pelo juiz. Críticas à falta de coragem e qualidade coletiva de seu time para não depender das interpretações sabidamente voláteis da arbitragem ficaram em segundo plano. Com este último, já são 11 empates na Série B.

No bloco dos cotados para chegar à primeira divisão, o Vasco, apesar de ser o time que menos perde, é também o que menos vence e o que mais empata. O empate, sabemos, não é o melhor dos negócios em competições de pontos corridos. Na segunda divisão, o peso do martelo é ainda maior, porque empata-se, em regra, com ninguém.

Levando para fora da análise dos pontos e da tabela, significa em alguma medida o estado de empate institucional que nos encontramos. O empate, por esse ângulo, é uma derrota doída, sempre. Nem na desgraçada da segunda divisão alcançamos o protagonismo, passado mais da metade das rodadas.

Mas vá lá.

Mesmo com o desempenho medíocre e claudicante, o Vasco se mantém próximo ao topo. A confiança na subida se deve mais pela fraqueza dos adversários que pela força do time que levamos a campo. O Vasco faz o suficiente(?) para subir, mas é muito ineficiente para garantir um sorriso – que seja de alívio – no rosto do torcedor vascaíno.

No próximo sábado, o líder Joinville visita São Januário. Uma vitória dos comandados de papai Joel pode alçar o time a liderança, empatado em pontos com os catarinenses.

Ao menos um empate desejável.

Um resultado diferente da vitória – um empate – pode tirar o Vasco do grupo de acesso e aprofundar o perene estado de crise e a insatisfação que toma conta da torcida vascaína.

Às bocas de outubro, isso já nos soa perigoso.

O Vasco tá empatando a foda de seu torcedor.

Estamos sem manchete.

@joao_almirante

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