Dias melhores…

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Após o jogo sofrível do Vasco contra o “poderoso” Oeste na terça-feira compreendo, a minha e dos amigos colunistas do blog, dificuldade em ver um horizonte para a nau cruzmaltina.

Um exercício de psicologia positiva, a tarefa do torcedor, nesta sábado, é pensar que dias melhores virão. Uma vitória simples colocaria o Vasco de volta ao G-4…da série B.

Juro que não é para deprimir os leitores, mas segue resumo extraído da reportagem do site Globo Esporte sobre o último treino comandado pelo nosso técnico para enfrentar o Naútico:

“Depois da conversa no vestiário, os jogadores se dividiram em grupos e fizeram rodas de bobo, sob olhar atento do técnico Joel Santana. O treinador observava a brincadeira e se juntava aos atletas para dar petelecos na orelha de quem errasse os passes na atividade”

A justificativa de Joel é que não se possui tempo para treinar o time em virtude do pouco tempo de recuperação entre os jogos.

Eu não sei se vocês sabem. Esse sempre foi estilo Joel. Nada mudou. Especialmente na falta de variações táticas. Ama volantes. Sim, no plural mesmo. Aparentemente também já adotou seu xodó no plantel, John Cley, que deve sempre entrar no segundo tempo e, com isso, teremos que ouvir Papai gritar no banco de reservas “Volta Crey…Volta (insira palavrão).”

Não é para rir. É o que temos.

O que me leva uma segunda reflexão. Qual o nosso papel nisso tudo? Desprezar, ironizar, renegar esse time? Seria “esse” Vasco um Jon Snow, relegado ao tenebroso inverno e um eterno voto de castidade de títulos?

Ás vezes me pergunto o quanto conseguimos distinguir o time do clube. Do que adianta sonhar com o ataque de 92, se atualmente temos Biteco? Lembrar de Boiadeiro, Juninho, França e ver que a escolha de Sofia de Papai para hoje é entre Pedro Ken ou Fabrício?

Talvez a nossa autocrítica, como torcida, é que nos últimos anos nunca abraçamos, com veracidade, com amor mesmo, o clube, independente de quem esteja lá entre os onze em campo.

O próprio “trem bala da colina” sofria com vaias intermináveis destinadas para Cristóvão, Allan, Eder Luiz e a interminável discussão Élton ou Alecssandro. Veja que os dois, na minha modesta opinião, são melhores que atual dúvida que move o torcedor mala das arquibancadas do sofá (Thalles ou Edmilson).

Acho que estamos rancorosos e amargurados. Com razão, não tiro isso de nós. A questão é o quando isso afeta a nossa visão e nosso relacionamento com a instituição Vasco da Gama.

Será que dependemos de uma exibição de gala de Aranda para “ser mais Vasco”? O primeiro passo é que talvez nos falta reconhecer que se estamos tristes, com gosto amargo na boca, é que ainda sentimos. Ainda sofremos pelo Vasco.

Transformar sofrimento para alegria pode depender de resultados favoráveis nas partidas. Seria muito mais fácil ter o clima de 2009, por exemplo, com Maracanã lotado e com uma esperança renovada.

Enquanto os resultados não aparecem, quem sabe, em um ato de ilusão, de mera imaginação, sonhar com real incentivo por 90 minutos, que seja, do atual time medíocre que temos. Quem sabe a mudança não precise partir de nós?

Enquanto sentimos, estamos vivos. O Vasco também.

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4 pensamentos sobre “Dias melhores…

  1. Caro Dan,

    Concordo plenamente contigo e apenas acho que substituindo o Douglas e Fabrício, acho que o time melhore sensivelmente…Parabéns pela coluna!

    • Caro Marcos,

      Valeu. Sobre a alteração de Douglas e Fabrício, realmente pode melhor o desempenho mas sinceramente, não vejo muito diferença de qualidade (infelizmente) entre os titulares e reservas. Paciência, né? Abraços

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