Quero ser líder (e muito mais)

vasco da gama lider

O que era esperado aconteceu. O anúncio de Papai Joel tirou os holofotes dos jogadores e com menos pressão – pior que está não fica – o time conseguiu duas vitórias seguidas.

Mais do que a trinca, o Vasco precisa, nesse momento, passar confiança da torcida, conquistar de verdade a fama de favorito da série B e ter tranquilidade de finalmente assumir a liderança.

Revendo o histórico dos jogos deste ano – uma tarefa ingrata, admito – é interessante notar que após o Mundial da FIFA, o Vasco engatou uma boa sequência de jogos, com vitórias fora do Rio e uma classificação tranquila contra Ponte Preta na saudosa Copa do Brasil. O time estava evoluindo, aparentemente, com uma vitória incontestável contra o ora líder Ceará em São Januário, com casa cheia.

A Pollyana cruzmaltina pensou: Agora vai. Pegamos o lanterna Vila Nova, em Brasília, com nossa torcida em massa a favor. Ganhamos fácil, viramos líder, abrimos vantagem, levantamos a taça e de quebra ajudamos no tratado de paz no Oriente Médio.

Bom, nem tudo são flores. Perdemos, outros empates no estilo Adilson chegaram, levamos uma porrada do Avaí pior que a do Sr. Miyagi naquele malandro do Cobra Kai e descobrimos, nesse ínterim, que as eleições do Vasco novamente serão um pesadelo sem fim.

Todos nós merecemos uma pausa para amenizar essa dor. Desce a pinga, garçom, em homenagem ao dia mundial da cachaça comemorado hoje e a dolorosa campanha vascaína:

Mais lúcido, mais emotivo, alegre ou só embriagado mesmo, o torcedor volta às expectativas para uma nova chance de se afirmar. Aliás, esse ano, todo ele, foi chato. Ver a derrota do carioquinha da forma que ocorreu, pode ter mexido com os brios dos vascaínos mas ao lembrar da modorrenta campanha no estadual e do primeiro jogo das finais, penso que nosso plantel nunca esteve com vontade de ganhar nada.

Essa inoperância em galgar posições, de jogar bem, permeia a temporada. Diferentemente de 2009, que tínhamos a urgência em nos livrarmos da alcunha da 2ª divisão, esse ano bateu uma depressão profunda, um “c’est la vie” insuportável. Nem sei se meu colega Freud Irônico explica…

A questão é que ao invés de nos amarguramos com a falta de futuro e perspectivas de conquistas de títulos, temos que ser práticos com o momento atual. Ganhar do Atlético-GO é vital para sermos lideres. Da série B. Se o Avaí empatar ou perder. Sim, é uma droga mas é o que temos para hoje e para 2014.

Reconhecer nossas limitações talvez tenha sido o melhor do discurso antigo e folclórico de Joel Santana. Tirando suas metáforas para causar risos aos jornais vespertinos além de promover suas participações em humorísticos, Papai tem a real noção de nosso elenco ordinário.

Dar um passo maior que a perna além de te fazer cair, baixa a bola de qualquer um. O Vasco é o cabra que floreia a noite toda para falar com a moça. Quando chega o tão esperado momento, em que todos dão como certo que ele vai desencalhar, o danado bebe demais, esquece o nome da garota, leva 5 foras e saí abraçado com o amigo Diogo Silva.

Nessas horas, é fazer o mínimo. Não seremos campeões, seja da série B, da Libertadores, do campeonato mundial de purinha, se não nos impormos, lutarmos e, principalmente, QUERERMOS  uma vitória contra o 13º colocado dessa fraca competição.

Depois disso, pensamos a longo prazo. Hoje, só precisamos do simples. Para comemorarmos e brindarmos, quem sabe, voos mais altos. E sem precisar só da pinga, claro.

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